terça-feira, 8 de julho de 2008







Um tal de Beltrame aparece tranqüilo demais com o estado de emergência em que os moradores enfrentam. As balas são disparadas sem direção. Agora matamos civis...
Somos reféns desse efeito dominó, aonde as peças vão caindo uma por uma, lentamente. O Estado, soberano, assiste da tribuna de honra.
Um menino de 3 anos foi assassinado por homens de fardas que envergonham minha existência. O que fazemos não é capaz de produzir consciência e destreza para a condução “limpa” de um País livre e liberal. As pessoas estão morrendo.
O pior é que o noticiário está banalizado, pois acostumamos com as manchetes escabrosas:

- CRIANÇA MORTA PELA PM!

Eu não deixo minha insana cabeça se acostumar com isso. Não tenho o sangue frio de um “serial killer”.
Sinceramente, o que fazem os senhores de terno do congresso? Terno que pagamos...
O que estão fazendo os políticos eleitos? Antes corpo a corpo, agora distância a distância?

Quem é mais despreparado? O PM que matou ou o político que o corrompeu? Difícil!

Cabral quer expulsá-los da PM! Mas o que adianta? A criança morreu, ou não morreu? Tá! Temos que julgá-los e tudo mais... mas e aí??? Até quando?

Eu tento viver nesta vida sanguinária e suicida e confesso a minha loucura quando penso em viver de literatura. Sou completamente insano. Deveria comprar uma metralhadora e incentivar uma guerra. Talvez um latrocínio???

Queria dormir morto para não escrever um poema sobre esse tipo de vida. Sinto-me castrado! Minha inspiração foi baleada... é baleada!

Quanto custamos? Até quando teremos que conviver diante dos nossos cadáveres?

Será que teremos espaço suficiente para enterrar nossos mortos?

Não sou aliado de ninguém. Não faço parte de nenhum grupo político. Não pretendo conseguir nada além de uma vida melhor.

Devemos fazer nosso dever de casa: Educação, respeito, amor, cidadania, hombridade, honestidade...

Sinto-me amordaçado e algemado...

Condolências não devolvem os que partiram.


Alexandre Hallais
P.S. - Todos os direitos reservados da foto para o site: http://meuslivros.weblog.com.pt/arquivo/Prisao.jpg
Muito obrigado!

4 comentários:

*¢£@üD!NhA''' disse...

Eu hesito e não seio que dizer. Invade-me uma tristeza, uma agonia sem limites pra expressar exatidão em ação.

Quem sabe se nos conhececêmos mais, poderíamos ir além, juntos, mais sensíveis, questionadores e abertos à resoluções.

As dificuldades nos oprimem cada vez mais, e a gente tá adoecendo sem perceber; estragado por si mesmo, confinado.

Cuidado.!

;***

Morena disse...

Po acabei de comentar num blog sobre isso!
É uma calamidade, n tenho mais palavras sabe! Eu fui tomada de uma tristeza tão absurda e isso pq eu nem os conhecia!
Bjos

Luciana * disse...

todo mundo ficou indignado com isso, com certeza.


alexandre, escritor, orbigada pelos comentários que me entorpecem de alegria :)

Palavras de um mundo incerto disse...

Meu irmão querido,
divido as mesmas angústias contigo.

Estamos subordinados pelo mal, pela falta de sensibilidade dos seres humanos. Pra que que existe polícia militar? Não é pra proteger os cidadãos? Ou é pra guerrear com os criminosos?

Irmão, estamos aprisionados no meio da guerra.

Fico imaginando o que se passa pela cabeça dum chefão do crime aí no Rio? Fico imaginando o que deve pensar Cabral, além de querer exonerar os soldados da pm,da criança que foi assassinada por homens que recebem mal,expõem suas vidas diante de alguém que não tá nem aí pra si? Será que ele usa a sua inteligência humana de ver que o que tem solução é a educação?

Irmão, imagine acontecendo a Copa aqui no Brasil, e pessoas sendo assassinadas como são, mas que na mídia não mostram nada? Uns vivem fora do mundo(Brasil) e outros vivem dentro do mundo(Brasil)com uma índia do lado e os gols de craque.


Abs mano!!!



Marcos Seiter