segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um final qualquer, desde que feliz

Estou pensando em você.
Faz tanto tempo que não te vejo, mas ainda te quero.
Não esqueci seu cheiro, muito menos seu olhar.
Tudo o que faço, levo para nossas memórias, nossa casa.
Não desisto de você e nunca vou desistir.
Nada pode retribuir o amor que você me deu... nada.

Somente uma cachorrinha tão especial, que viveu 5 meses como 50 anos poderia nos dar dias maravilhosos e intermináveis.

Um ano sem você... Amyzinha... um ano olhando a vida.
Com amor.

domingo, 29 de novembro de 2009

Ponto de vista

Se não mais estiver

Guarde a felicidade atrás dos teus sonhos lindos
Para desabrochar com o sol de algum dia inesquecível,
Naqueles raros momentos em que se sente imortal,
Onde o sorriso desenha teu rosto e a luz invade teu contraste.
Ouça a beleza de toda sua vida
E curta o simples piscar dos olhos,
Que nunca se cansaram da paz que souberam encontrar
Mesmo quando se perderam tentando achar.
Guarde as lágrimas para toda emoção que há de vir,
E tuas camisetas brancas para os dias de luta,
Nunca perca tempo com verdades,
As ilusões te movem muito mais.
Sonhe, porque assim é viver!
Volte molhada, mas volte na chuva.
Saiba conter a água corrente do amor,
Deixe derramar com que há de conquistar.
Merece a paz das noites cálidas
E a serenidade dos dias mais comuns,
O colo dos pais é finito
Mas a saudade será eterna.
Contenha o ímpeto da paixão
Mas desengrene quando a vitória vier,
Não queira que o dia se vá,
Menos tempo terá.
Guarde o bem em tuas palavras
E exerça a bondade.
Acredite que tudo pode...
Acredite em você em primeiro lugar.
O voo permite aspirar, respirar, rejuvenescer
Ser
Melhor.
Mesmo quando não achar motivo,
Acredite que tem que continuar.

(Ribeirão Preto, 29 de novembro de 09)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Prece da Vingança

Prece da vingança

Nunca sou o que acredito ser,
Mas uma força arrasta meu corpo
Embarga minha voz:
Cruzo o limite da razão roendo meus medos.
A verdade de um caule envergado e uma flor murcha
É a mesma estranha que borrifa motivação;
Não tenho tanta humanidade
Tem dias que sinto vontade de carne humana,
Tem horas que me apego ao vazio.
Decoro orações e repito-as,
Não por crer, mas para ter o que falar
E para quem falar.
Deus sempre foi meu confidente,
Talvez não acredite nele, mas ele me escuta,
Porque alguém tem que me escutar.
As margens do perigo eu olho para todos
Vejo-me um pouco no desespero de cada um,
Reparo no mal que faz: pessoas.
Amordaço meu inimigo com doce,
Consigo ser melhor para ele
Apenas
Para estar próximo,
Não sei ser diferente,
Prefiro limpar o suor a sangue.
Custa caro a paz de cada dia,
Tolos os que conseguem o pão,
Melhor tranqüilidade a barriga cheia.
Não desejo a morte!
Prefiro assistir sua queda diante de meus pés,
Com as súplicas nas mãos,
Com o olhar pedindo perdão,
Com o corpo indefeso e arranhado das chagas...

Tem dias que sinto vontade de carne humana.

(Ribeirão Preto, 27 de novembro de 2009)

sábado, 31 de outubro de 2009

São Paulo - Saudade da estrela

Longe de tudo da minha vida e perto do nada que uma vida pode me proporcionar, encontro-me em São Paulo. São horas perversas. São dias intermináveis.
Penso em terminar tudo isso. Minha saúde não anda boa... penso em lacrar minha boca e dar números finais a essa babaquice.

São dias que me perco e me destempero. Durmo mal. Acho que não preciso disso.

A falta que você me faz

Sei da solidão quando parto.
Sei do tempo quando longe estou.
O tempo é devagar. São segundos... uma lentidão.
Sei que me perco.
Nunca me encontro, quando estou tão longe.
Não tenho referência, muito menos endereço.
Não sinto vontade de rir.
Sei chorar...
Não sinto vontade de enxugar meu olhar caído.
Não sinto fome, mas conheço o medo.
Perco a fortaleza do par.
Sei do mal que faz a distância.
Conheço bem...
Não me conheço mais.
Não tenho mais meu rosto.
Não tenho mais meus passos.
Durmo mal!
Fico ausente do presente.
Um passageiro do meu corpo.
Sei chorar,
Mas finjo fortaleza
Para esconder minha tristeza.
Sei da solidão quando chego.
Sei do tempo quando contigo estou.
O tempo é ligeiro. São anos... que nem sinto...

(Hallais, Alexandre – São Paulo, 31 de outubro de 2009)

sábado, 4 de julho de 2009

Mundo Estranho

Boa noite senhore e senhores!

Hoje damos início a uma série de postagens sobre o Mundo Estranho das corporações. "Vivo em uma selva, logo existo para ser engolido".
Há tempos em registrei o seguinte pensamento: "Amamos mais as bundas que cagam do que as cabeças que pensam."

Estou pensando em um livro. Talvez que projeto tenha alguns colaboradores, mas o certo é que o mundo corporativo é estranho.
Existe uma espécie de bandos, grupos, alcatéias, seja lá o que for. Vivem por afinidade e interesse, credo ou política. Esses vampiros sugam nosso sangue e nossas forças, vivem de "lobby" para o sucesso. O pior é que existem chefes que vivem para isso. Não sou de um minoria que não trabalha, mas faço parte da minoria que pensa e tem sua convicção firme. Eles, os lobos vampirótico (vampiros estiotipados) não gostam de pessoas assim e denigrem a imagem até a extinção da raça.
Não sei se está dando para entender meu texto, mas estou apresentando alguns personagens...

Ovelhas - são os vampiróticos. Pq ovelhas? Pq é assim que se vestem para a organização. Eles fingem que trabalham, fingem que são amigos, fingem que possuem credo, fingem amar o próximo, fingem retidão, fingem que são pessoas. Eles se vestem da melhor forma, usam o melhor perfume, mas sempre deixam o rabo aparecer. Certo que eles nem sabem o que são, pois perderam a identidade faz tempo. Eles nem ao menos reconhecem seu semelhante, ou seja, a qualquer momento podem devorar uns aos outros. Essa alcatéia vampirótica possui membros do alto escalão de corporações e infindáveis seguidores na classe "terrestre".

Bruxos - Os pensadores dessa inquisição. Pessoas com alto conhecimento e vontade de ajudar o todo. Sabem viver em equipe e em sociedade. São francas e leais. Buscam o bem comum e não ligam se você é preto, branco, careca ou cabeludo. O importante é traballhar e vencer com a corporação. São inteligentes ao ponto de serem perseguidos pelos vampiróticos. São modestos e tentam uma utopia, mas seria possível... Classe em extinção. Não conhecem política ou qualquer meio de escalada ao organograma. São eles quem carregam o piano, são eles os responsáveis por todo o trabalho que é deixado de lado pelos outros.
Se vestem bem. Fácil identificá-los, pois são perseguidos e devorados pelos vampiróticos. Possuem um alto grau de sensibilidade e a todo o momento são derrubados por imperfeições.

Maria-vai-com-as-outras - Classe morna e indecente. São parasitas e não possuem vontade própria. São seres que geralmente fecham com os vampiróticos. Eles tentam agradar a situação.
Alguns vendem a alma ao diabo, somente por um prato de comida. Outros pagam dízimos para manter sua posições. Raros no poder, estão em proliferação contínua na classe comum.
Não possuem qualquer marca de vestimentos. Geralmente seguem a ordem do chefe seja ela qual for.
Comem da xepa. Riem sem entender. Batem palmas para maloco dançar.

Se você chegou até aqui, por favor, vote. Você acha que eu devo continuar toda essa história em um livro e divulgar a mensagem ou acha que devo me calar? Lembrando que estou apenas contando uma história e qualquer semelhança é mera coincidência.

Um humano foi abatido em pleno voo, mas na verdade não era humano. Um parasita foi extirpado de suas funções, mas até que ponto era um verme?
Um "macaco-louco" atrás das "meninas super-poderosas"? Dr. Gori querendo a pele de Ultraman?

- Caso um: O novo chefe!

A seguir

sábado, 20 de junho de 2009

Canastra de lembranças

Créditos da foto para Alexandre Hallais... Um hobby... Nikon D60... Aprendendo a disparar. Thanks Elias. (Jardim Botânico Rio de janeiro)


Canastra de lembranças

Diz
Sentir o mar entrar
Quando raso está
Pra quê ficar?
Se onde as gaivotas pousam
Longe do cais; estais.
Por onde anda aquela febre?
E os pés descalços
Caminhando sempre para
Qualquer...
Lado for
Embale quinhentos gramas
De todo seu
Parco amor.

Roda, gira
Saia costurada com os retalhos
Nossos atalhos
Do fino trato do desencontro
Envelhecido sonho de querer
Adormecido pelo veneno...
Abra as janelas
Porque
Hoje sou você...
Abra tuas incertezas
Com a brevidade do teu amanhecer
Como as canastras que compôs
De mim,
Um palhaço aliás
Dos tempos que não passam
Teu pedaço
Que nunca foi inteiro
Apesar de homem verdadeiro
Guarde
O pôr da onda sobre a areia úmida
Como uma incisão da minha boca
No gosto da tua boca
Por onde for.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Eu te amo saudade

Eu te amo saudade


Enlaçado o amor se rendeu a saudade
Quando houve razão para acreditar que seria bom
Seguir adiante, mas remota; das respostas ora encontradas.
Entregue ao descuido, ao desnível que apreciou
Não seria agora a saudade a soberana deste ânimo?
O deslumbre do coexistir, da temperança em desafiar o duelo,
Retrocede ao aprazível e incomensurável
Ato de sentir a ternura clamar o que foi reservado.
A sucessão de anos,
Baseado nas condições existentes,
Expõe a imensidão do lastro.
A saudade é companheira nas horas arredias,
Onde o amor derrama suas prendas
Para o pretérito aliviar a aflição.
O amor dito em ventos idos,
Serão canções de domínio popular para outra juventude.
O pesar é a cruz dos limites,
A intercessão entre o conjugado e o imaginado,
Uma lonjura deste órfão amor e a concepção residente.
A saudade é covarde quando ferve sem ebulir.
A saudade é privilégio do amor eterno,
Da admiração poeira a fora,
Do envelhecimento manifesto.
O amor não apodrece como a carne!
O amor perpetua-se mais que a esperança,
Pois ele jamais é esquecido
Mesmo quando encontrado em um peito
Adormecido.

Pelas mãos hábeis do artesão do amor,
A saudade foi parida,
Para dar sustento a verdade
Mesmo quando exaurida.

As páginas sempre serão escritas,
Com a “pressão” do amor sobre o presente,
Com o zelo da saudade
Eternamente.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Novamente

Hora imprópria para seguir cometendo os suicídios diários.
Inoportuno momento de tomar a vez e fazer o nada acontecer. Continuar a inércia é percorrer hipérbole da sua ciência.
Sabe lá quanto vale a tua opinião? R$ 5 mil? Tá bem pago, mas te juro que se tivesse mais te daria pra ficar calado.
Arruma tuas maneiras ao costume ordinário, onde ao vento é a certeza absoluta que esbarra na fundição das barbáries.
Jura santidade... reza para “deus” e acende a vela para o diabo. Quem és tu? Quem és tu, mediano?
Hora ingrata que não passa... ora, ora... melhor morrer ou viver agora?

Quis morrer! É verdade.

Apresenta teu projeto de tapetes puxados e fofocas, tuas iguarias são os corações levianos que te idolatram. Esmola carne e sangue aos justos, para adentrar com teu veneno repugnante.

Iguais a ti, milhares.

sábado, 28 de março de 2009

Ser Humano desprezível: Eu rezo por ele

Tá chegando a hora galera... a mudança está quase chegando, digo, o dia da mudança. Irei para um apartamento maravilhoso. Tenho certeza que aqueles me gostam de mim estão felizes...
Estou me sentindo renovado e irei ficar próximo ao mar. BARRA DA TIJUCA! 10 min.

O texto abaixo foi escrito hoje para uma pessoa muito especial. Vocês conhecem aqueles que zombam de você... Ficam rindo de você... pois é... esse cara é especial demais. POr isso eu rezo por ele.

BEIJOS PARA TODOS




A aparência não condiz com o cotidiano,
Mas a questão de manter a pose vale mais do que uns trocados.
A aparente vida correta não seduz o passado
Onde todas as sujeiras respingaram os caminho,
Onde toda altivez foi contada como histórias de Dom Quixote.

Sempre exigiu a retidão e a verdade,
Mas sua cúmplice mentira foi rainha das suas desventuras,
E por onde andou suas virtudes, quando
Os defeitos deram um banquete?

Impõe o respeito que nunca teve,
E em altos brados rasga teu passado,
Ao olhar de todos pode enganar a marisia,
Mas é impossível deixar de oxidarPara aqueles que te conhecem.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Café às 17 horas...

Tenho sonhado com uma linda casa. Distante de ontem, perto de hoje, morada do amanhã. Serei bem feliz...

Uma cobertura doce em meu sereno café amargo. Uma veneziana fechada que impede o sol de queimar.

Meus sonhos nascem com o piscar de meus olhos. A velocidade de minhas pálpebras determinam como cavalgarei pela terra. Sou firme e preciso manter ereto o Brasão de minha família.

Sei adoçar minha vida com pequenas ondas de emoção. Não sou tão calmo e nunca foi descontrolado, mas sorrir enquanto choro de felicidade.

No alto estarei. Longe de ontem, mas perto das lembranças que me trouzeram até aqui.

Próximo endereço... JACAREPAGUÁ!

terça-feira, 3 de março de 2009

O título fica por sua conta

O carnaval passou e levou a minha gripe. Na "apuração", eu já estava melhor. Minha Caprichosos de Pilares fez feio e deve cair para o terceiro grupo, mas vá lá.

Estou de férias. Verdade! Faz um ano que saí pela última vez.

Amanhã começa um novo projeto na minha vida... Mais uma tattoo. Daniel Novais é o cara! Mais um EDDIE para minha coleção. Braço direito...

Não senti saudades, mas chorei.
Não senti vontade, mas rezei.

Não estive presente, mas não faltei.

Amanhã quero esboço... quero cavalgar na alegria de um dia tempestivo.
Não quero lembranças, buscarei sonhos.
Sonharei!

Imaginarei um rei. Eu... Rei de mim.

Pelo menos não é o fim.

Assim...



P.S. - EU TE AMO

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Chá, remédios, febre... tô esperando o carnaval chegar.

Depois de alguns anos eu volto a ter uma gripe. Verdade mesmo...
Muito tempo se passou depois da última. Tenho alergia crônica, mas gripe é difícil.

Fiz um chimarrão... show!

Alguns remédios...

Amanhã vai ser difícil trabalhar, mas fazer o quê?

Tô esperando o carnaval chegar...

(Alguns versos foram retirados de uma música do Chico Buarque)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Amnésia

Faz algum tempo que eu não tiro um tempo para escrever do tempo que eu tenho vivido.

Nada divide somando incoerências. Buscando mais, o sincronismo desalinha, descarrila.

Ouvi dizer: - Quanta maldade!!
Ouvi dizer de uma boca marcada de injustiça, ferida por seu próprio desgosto.

O ser humano esquece rápido de seu passado e seu presente é a própria cegueira, para destruir um futuro que nunca chegará.

Faz tempo que não espanto meus medos, que não descubro minhas vontades...

Faz tempo que algo dentro de mim não esquenta a ponto de ebulir...
O ser humano descobre o poder da destruição
assim
consegue dominar
e derrubar os sonhos
por míseros reais...

Faz tempo que não sei quem sou.