quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Suponhamos que...




Em um sobrado de Santa Teresa

Ele puxou a cadeira de madeira para o seu lado, arrastando a mobília para seu corpo e sentou ao contrário, abraçando o encosto. Deixou o ouvido aberto e escutou sem rebater. Ela andava de um lado para o outro, no segundo andar daquela casa, antiga casa, de tacos. Conforme ela discursava e ele escutava atentamente, o chão emitia um barulho peculiar de madeira cansada, de amor sobreposto. Ele, de vez em quando, olhava para o forro do teto e os remendos da madeira que eram visíveis: os cupins foram extintos há tempos. Ele, com a mão espalmada, alisava a barba, que estava um pouco irregular, ao som do monólogo interminável. Ela não se incomodava em pisar na bainha da calça, muito menos se aborrecia com o sol que adentrava o cômodo através de uma janela antiga com vidro quase fosco.
Até que ele levantou e começou a caminhar até a escada e de pé em pé foi descendo vagarosamente, enquanto a voz o seguia. Ele chegou ao primeiro andar e abriu a geladeira. Fazia muito calor em fevereiro e o bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro fervia. Pegou a garrafa com a mão da aliança e encheu um copo de requeijão até transbordar. Fez o mesmo ao beber e molhou um pouco sua blusa branca com três gaivotas na frente. A voz o seguia.
Ele foi até a janela e olhou para a paisagem. Deixou o mundo penetrar sua audição, em uma tentativa de inibir o passado. Debruçou um pouco no presente e apoiou os cotovelos em espinhos das flores de um vaso de plantas. Deu um passo atrás e fechou as cortinas. Subiu para tomar um banho.
Entrou no antigo cômodo e havia uma calça jogada pela cama. Ele abriu o armário e separou algumas peças de seu parco vestuário. Separou um tênis e despiu-se. Quando se posicionava para chuveirada, tocou a campainha. Ele enrolou-se na toalha e foi abrir a porta. Uma mulher?
A outra entrou e beijou sua boca segurando o seu queixo e soltou uns risinhos. Jogou a bolsa pelo sofá velho e furado e perguntou se ele queria que ela arrumasse um pouco a bagunça. Ele a olhou e deixou o primeiro andar sem expressão definida. Subiu conversando com seus próprios medos e foi enxergando seus pesadelos. Ele passou rápido pelo criado-mudo e a toalha foi caindo deixando seu corpo desguarnecido. Abriu a torneira e deixou a água fria cair solene. Por um minuto, ele deixou a água cair. Saiu em passou rápidos e volumosos d´água e chegou perto do criado-mudo. Empurrou o antigo porta-retrato e deixou-a olhando para o móvel.
Pôs a roupa, mesmo sabendo que o mundo não serviria mais felicidade. Desceu de qualquer jeito. A televisão ligada preenchia o espaço, fazia companhia. Contou os cigarros no maço...
Olhou ao redor e respirou fundo.
Gritaram na rua e ele foi até a porta. Cartas?
Ele pegou o telegrama e leu seu nome. Abriu lentamente enquanto o carteiro descia a rua.
Entrou e sentou no sofá.
Um telegrama ficou no chão de taco.
A tarde foi caindo e o calor dissipando. A antiga porta do sobrado em Santa Teresa foi aberta por um casal de irmãos recém chegados de Florianópolis. Eles estavam cursando Letras na UERJ. A menina pegou o telegrama do chão e pôs em sua bolsa, enquanto o irmão pedia para ela passar sua camisa. Ele abriu as janelas e ela foi para área de serviço lavar suas roupas.

(Hallais, Alexandre – Rio de janeiro, 27 de dezembro de 2007)






Mudando de assunto...




Bom, muitos foram aqueles que se inclinaram para contribuir com o Jornal, mas alguns também ressaltaram que idéias parecidas foram extintas pelo esquecimento e a ausência de continuidade.




Quero deixar bem claro que procuro amigos empenhados em reatratar verdade e que tenham o compromisso de escrever as matérias.


Todos estão convidados. Adriano Veríssimo, pode entrar que a casa é sua meu amigo. Claro que faz parte de todos os meus planos.


A Krika ficou de me passar umas idéias, mas também conto com aqueles que estão dispostos a fazer parte deste movimento. Hoje, somos poucos e poucos irão nos ouvir, ou ler. Mas amnhã seremos muitos e capazes de mudar a direção dos ventos.


Gostaria muito de poder contar com todos, mas sei que cada um tem sua vida e seus trabalhos... Até eu fico assim... Trabalho muito e quando chego em casa tenho diversas tarefas, e uma delas é cuidar do meu livro publicado e continuar a escrever o meu romance, mas vou escrever.




Por favor, ajudem-me com idéias... Eu estava pensando em pôr o nome do jornal de " O Posto". Mas vocês podem e devem sugerir outros nomes... Vamos fazer uma democracia e depois votamos o nome.


Precisamos definir as colunas. Com o quê você gostaria de contribuir? O que mais se identifica? Qual o assunto?


Vamos definir as colunas... sugestões... não sou ditador... rsrsrs




A participação social é importante para que a sociedade seja mais justa.




Vou aguardar...






Mudando de página...




Espero que 2007 tenha sido maravilhoso para vocês... O meu ano foi incrível. Meu ano foi recheado de felicidades... Estou muito feliz, pois o saldo foi positivo. Também tem o fato de ter conhecido vocês... Lembra Kari??? Marcos??? Meus primeiros posts??? Obrigado ao casal prodígio... Vocês são demais... adoro vocês!!! Adoro MUITÃO!


Eu amo de paixão a Krika. Sem dúvidas, essa mulher faz uma puta diferença em minha vida.


Honey, I'll never forget you. You're my religion, my faith, my beutiful day.




Todos vocês são primordiais em minha vida e saibam que penso em cada um. Sem hipocrisia, sem querer nada em troca... somente a amizade e o viver bem.




Agradeço as críticas que lançaram... saibam que amo mais as críticas que os elogios. A crítica serve para que eu enxergue melhor e aprimore algo que não sei. Muito obrigado por todas. Sempre serão lidas e postadas, para que possamos compartilhar de um universo bem amplo de idéias.




Não citarei todos, mas todos estão em meu coração. Que 2008 seja um ano incrível e que possamos ver o mundo com nossos próprios olhos. O mundo é bom!




FELIZ 2008!!!!




Um beijo, um sorriso e um abraço...




do amigo,




Alexandre Hallais






domingo, 16 de dezembro de 2007

Natal: A festa do capitalismo! Feliz COMPRAS!




As aflições por acúmulo anormal de conforto


Vejo caríssimo. Você amigo lava as mãos nas águas banhadas de interesses impuros. Vejo que ao esfregar teus interesses comuns a você em tua face, acaba por perpetuar um tratado medieval de sangue de origem obscena, pois a ganância nubla teus dias de aparente calmaria, e teus fantasmas não te deixam.
Veja amigo. Veja o preço que está preso à sua pele! Veja a quanto anda o teu último vexame por ser obrigado a sentar-se com os ignorantes. Tua febre e confusão comprada por valores diversos, pedidos aceitos por telefone, enquanto tua mulher dissipa na noite com teu carro de última geração; trabalhadores pagam dívidas às empresas particulares com o próprio alimento que volta às suas bocas, enquanto tua esposa passa com um amante comprado no mesmo ponto de ônibus onde a prefeitura deixou órfão um cidadão. Veja a tua imagem forjada por ditos senhores de bem. Você é tão réu quanto nós. Bebemos o que nos impõe e comemos a cagada que eles fizeram ao mundo, mas não deixe de lavar teu rosto fincado de expressões ensinadas pela globalização. Não deixe de secar tuas costas que são apunhaladas pelo mundo impreciso em que vivemos. Veja amigo, o que não será necessário são as flores para os funerais vincendos, porque a pluralidade de votos favoráveis devasta as terras ingênuas que saboreamos no passado. Teremos que ser enterrados nas terras amaldiçoadas pelas organizações que, como gafanhotos, defloraram a pacificidade. Veja alheio aos teus interesses de oito horas diárias estendidas a mais três sem abono, regidas ao som do chicote do insano instinto de dominação dos “nichos”. Veja que colidimos com nossos princípios, mas buscamos absolvição nas igrejas usuárias do sistema. Encare que até tua fé é paga, quando necessita de ajuda, ou conforto. As tuas preces devem ser as porcentagens exatas da tua purificação, enquanto na porta são comercializados artefatos religiosos por preços caridosos. E não ouse rezar agora, porque não será ouvido. A fome é paga, é criada, é instituída, para que tenhamos os mesmos conduzindo a matança pretérita, porque somente assim a esfera de ação cruel possa ser posta ao patamar de planos governamentais.
Veja o que te fizeram amigo! Tua liberdade caçada em troca dessa constituição demente que rege teus passos e te impede de pensar... pelo menos um pouco. O que te fizeram?
Os respeitáveis senhores de gravatas italianas e de discursos que pouco acrescentam estão empanturrando suas famílias e desmandando aos olhos de um povo que é retido para garantir as safadezas de monopólios invisíveis. São votos de pêsames os que a nossa democracia precisa. Veja meu amigo o estado do Estado. Bombeamos impostos para que ele sobreviva, mas os homens bem apessoados anelídeos provocam desvios de oxigênio por olharem somente a imagem deles no espelho.
Preciso que abandone tuas poses de fotografias e repare os planos de saúde, de capitalização, planos funerais e todas as outras formas de ajoelhar-se para esmolar ajuda seja ela qual for, para que seja atendido. O teu conforto é um prêmio efêmero, que enche tua vida de privações. Veja amigo, talvez, a maior privação seja a impossibilidade de pensar que outros gritam por socorro, e realmente necessitam de atendimento imediato, mas não é interessante ouvir a assembléia manipulada, pois os “doutores” são durões atrás dos gabinetes, porque quando te encaram sozinho berram como bezerros.Vejo que ainda nutre a decadência dentro de ti, mas de certo lavará o rosto e as mãos sujas de dinheiro imundo e mal dividido que financia tua insônia. Desprenda-se da primeira pessoa e conjugue a primeira do plural, porque enquanto nós existirmos poderemos ser capazes de fazer com que o social seja imponente sobre o capital.
Mudando de assunto...
Eu estava pensando em fazer um blog em formato de jornal. Cada um escreveria uma coluna. Cada um doaria um pouco de seu talento.
Krikaaaaaaaaaa!!!!!!!! o que acha?
Kari???
Marcos???
Jana??
e todos os outros amigos que tenho????
Sei lá... poderia ser quinzenal. Cada um escreveria uma coluna sobre determinados temas. Poderia ser qualquer coisa. Tipo: quem escrever sobre cinema, pode criticar a vontade, ou recomendar... Até pensei em uma coluna: FUTILIDADES!
O que acham???

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Voltando ao Casulo: Existirá amor e orgulho



Elementos de um conjunto vazio


Molda
Meu corpo ao teu
E envie-me para teu esconderijo
Que combato tua anemia
Fornecendo minha carne para você
Saciar
A fome de mim.
Engula-me vivo que sobrevivo
Que estrebucho
Que emito radiação elétrica
O suficiente
Para você limpar a boca
E se jogar do alto de seu
Dilema...
Molda teus dias
Aos meus
Que te darei motivos extremos
Para você me dar o endereço do teu
Absolutismo.
Frente ao que há de
Limar as grades que te castam:
Melhor revirar sua vida para eu arrumar
O teu tempo; sincronismo.
Molda teu extrato que é agradável ao meu instinto
Em porções
Assim
Separo as diferenças...
Infecto teu corpo do meu,
Coagulo o que acha razoável
Mesmo sem perceber as mutações
Recolho os pedaços espalhados
Para recompor uma vida intacta.

(Rio, 12/12/07)


Para minha querida amiga Krika.

P.S. - Obrigado pelas mensagens de carinho. Saibam que, faltou-me ar, mas quando lembrei que vocês existem retornei... Obrigado pelo amor e o carinho. Nunca esquecerei de vocês.


P.S.2 - MENINA DE OURO é um dos meus filmes preferidos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Dor

Este casulo, tão dedicado, tão querido por mim, não traz boas notícias.
Infelizmente...
Meu avô faleceu neste momento.

Espero que entendam minha dor e saudade.

Que fique aqui registrado pela última vez o nome que um exemplo de vida...

Te amarei para sempre Vô SEVERINO MONTEIRO DA SILVA FILHO.

Seu neto perde um pouco de brilho, mas nunca a fé que me trouxe até aqui...

Que seja breve nossa separação e que encontre a sua amada que tanto te esperou...

Severino Monteiro da Silva Filho - *1929 - 2007+

Todo meu respeito!

Desculpem...

Amo vocês!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Eucaliptos



Eucaliptos

E com o seu vestido em meus ombros
Parado no meio do piso de tábua corrida
Na varanda rústica,
Olhando a neblina entre árvores
Minhas botas sujas da lama de minhas aventuras
Não enxergo meu desalinho
E a cerração parece querer me absorver.
Bem em pé ao meu lado, meu arrependimento...
Acendendo mais um cigarro
Enchendo mais uma taça de desgosto.
E minha angústia balança na rede pendurada,
Sentada perto da infelicidade:
Eu tenho pavor de mim,
Abomino minha sobrevida.

A varanda parada e eu percorrendo o nada
Procurando o quê?
Já não mais coordeno meus gestos tolos
Infantis até,
Enquanto a floresta respira a neblina
E a esperança renasce com os raios que invadem
Os degraus.

Sem mais nada planejado
Vejo-a voltar entre o labirinto de troncos,
Acho que eucaliptos.
Minhas roupas desfiguradas não suportam a ausência,
E ela nem me olha.
Passa por cima e quase me pisa,
Entra chorando e quebra toda a sala.
Eu entro calado e redimido,
Ela chora sem ver que ainda estou
Ou será que ela que partiu?


(Hallais, Alexandre – Rio de janeiro, 04 de dezembro de 07)


Sinto incapacidade.

Mudanças?

Pouco de gripe...

Antitérmicos?

Não, obrigado...


Hoje usei tranqüilizantes...

domingo, 2 de dezembro de 2007

Se estou no fim é porque permiti o começo. A idiotice me faz crer a miséria da minha inteligência... antes morrer




Ela

Sou incompreensível para ela.
Sempre faço as coisas da forma mais desordenada e tem
Momentos que não agüento.
Vivo em uma caixa de vidro e podado:
Pássaro preso.
Eu sempre sou o alvo, o motivo, a centelha...
Não sei de até onde devo dar a volta, talvez não precise.
Eu parto do princípio imbecil da minha própria existência,
Porque não sou capaz de errar sempre:
Nem a probabilidade explicaria.
Ela aponta os dedos em minha direção e põe a culpa do mundo
Sobre meus ombros,
Eu estou desanimado.
Já não velo minha alma, já vendi para não sofrer.
Que dor!
Quantos erros fui capaz de cometer?
Pólos contrários, adversários, opostos...
Dizem que se atraem...
Quero distância.
Quero respirar sozinho, ou talvez morrer.
É morrer sozinho, mas livre para meu sepulcro.
Serei sozinho e não terei que carregar essas amarguras e esses
Temores.
Minha cabeça parece que vai estourar de tanta dor e meus olhos já não choram.
Tenho vergonha do espelho.
Tenho vergonha de ir lá fora.
Sou ruim.
Sou fraco.
Eu mediria a paz com conta-gotas
Eu mediria meus dias por milionésimos de minutos...
Tanto faz.
Eu não sou capaz de fazer feliz e dou as costas pra mim.
Tenho vergonha do meu próprio ridículo.
Eu emudeço de tristeza.
Choro por fraqueza.
Enquanto ela...
Aponta pra mim suas indignações.
Estou errado?
Estou...

Não deveria estar com ela!

Rio, 2/12/07
São os espinhos que me forçam a morrer por dentro.
São os espinhos que me corroem.
São os espinhos que me fazem fugir de mim,
para viver preso ao descaso e a infelicidade.
Não há vencedor, o que espero é a compreensão.
Estar certo ou errado é a mais completa burrice,
o que importa???
Fico nessa condicional,
nessa fuga a lugar nenhum... masturbando meus sonhos
para gozar minha ira debaixo da água quente do chuveiro.
Sou opaco!!!
Sou opaco...
Não tive com quem falar, então resolvi criar minha vida e minha morte.
Queria poder perder a consciência... ou simplesmente ter
AMNÉSIA

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Carta para TAYNAH




Eu queria ser breve o bastante

para queimar e desaparecer:

Talvez...

um fósforo.


Taynah, meu casulo é seu casulo. A freqüência dos pensamentos me permite escrever e aliviar minhas dores, minhas chagas.

Desvio de parasitas, mas os vermes me atacam.


Taynah, o texto de hoje é exclusivo para você. Adorei seu comentário. Saiba que escrevi pensando no que você me falou e espero que de alguma forma, o texto seja um carinho e um abraço forte.



PARA TAYNAH - THE NEW MOON IS MINE...


Transtornos aleatórios e as validades vencidas

Cego pela afluência disjuntiva da camisa branca
De força
De cenários inanimados onde o sujeito homem
Transfigura
Predicados esquizofrênicos: insulto contra a parede.
A insistência de manter-se favorável ao vento litigioso
Aparente
Calma adestrada para a convulsão social...
Remediar com drogas fabricadas
Suprindo a necessidade da morte por momentos avassaladores
Onde desconhecer é mais racional do que perguntar.
Cego pelo agrupamento e a disposição dos indivíduos
Inócuos
Deixando a carne ser dissecada por suas próprias lâminas
Enchendo reservatórios de sangue
Para impregnar as imposturas testemunhadas.
Limite é a fronteira
É o direito esbarrando na insanidade ao lado
É criando atrito até que o conjunto de explosões
Fazem um êxodo à mesoderma: ação química maligna.
Brandir em dificuldades de organização
Enlouquecendo e rindo com o mal do século,
Bebendo com vírus, dividindo com a sombra do resto.
Apara teus contornos para que ninguém veja tuas desorientações,
Não há sala...
Somente o quarto de paredes acolchoadas...
Visitas?
Cego para rever os conceitos,
Os formulários guardam marcas da dependência de alguém
Que preferiu
Virar as costas.
Enquanto, cego,
Teceu um mundo de mentira para poder
Fingir clareza de inteligência
Erguido.


(Hallais, Alexandre – Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2007)


Espero que gostem. "Feito com carinho..." - essa frase poderia ser uma embalagem de pão. rs



quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Duas partes: Vida e poesia




Meus amigos, minha vida, meus amores... boa noite!


Resolvi escrever um post diferente hoje. A primeira parte, eu falarei da vida nua e crua. A segunda parte será o Alexandre Hallais de sempre, ok?


Será que terão saco? Sei lá!


Bom, deixe agradecer aos 20 comentários que meu último post recebeu... isso é recorde aqui no Casulo e tenho que agradecer a todos vocês. Sinal que poesia é imortal. Obrigado por todos os comentários e tudo que foi dito foi guardado em meu coração.


Também quero agradecer ao MEU AMORE... KRIKA - TPM pela indicação do prêmio MEME. Bem, fiquei bastante enrolado para entender do que se tratava, mas vindo de KRIKA, eu não tinha dúvidas que deveria ser algo genial. Minha tempestiva menina me explicou o que é o tal MEME, então resolvi indicar alguns blogs que acho FODA demais. Não quero que os outros se sintam excluídos, mas parece que tem de ser 10 no máximo... sei lá...

Bom, O MEME VAI PARA... (tecla sap, ou tradução simultânea):


- TPM e Krika - todas as reverências à essa mulher que é demais da conta;


- PALAVRAS DE UM MUNDO INCERTO e o Trilegal Marcão!!! - Foi o cara que escreveu para mim, quando postei no Clube da Insônia. Ele me inseriu... poeta, eu aprendo muito com você. Tenho sangue gaúcho...


- BOTANDO PRA FORA e Kari - ôu menina... minha doce Kari. Obrigado por seu toques. Sempre contigo, sempre obedecendo seus conselhos...


- RETICÊNCIAS ou apenas "..." e ops... não sei o nome da guria. Mas querida, seus textos são agradas de boas-vindas... você faz parte de um todo...


- MENINA LUNAR e Carol - Certa vez escrevi que gostaria de morar na lua... será que você lembra?


- O RETRATO DA NUDEZ EÓLICA e Claudinha - Arrepia mesmo que as palavras devem ser usadas...


- UMA TEQUILA POR FAVOR e Karol - Estou com saudades... muitas saudades...


- WELCOME, INTRUDER e Luciana Rêgo - Teus textos são dual layer.


- LUZ DE LUMA e Luma - Preciso falar? Visitem o blog...


- CARPEM DIEM e Micha - Aproveitem o dia, pois amanhã pode não chegar (não foi intenção a analogia com a música da Pitty).



Mudando de assunto...


Ontem eu iria postar, mas fui assaltado dentro do metrô do estado do Rio de Janeiro. Arma de fogo contra o peito. Fiquei sem o celular, sem o cartão de crédito e sem R$ 200,00 que iria comprar o remédio de minha sogra que está em estado terminal de câncer.

Certamente, os caras estavam precisando mais do que eu...


Esse é o reflexo do Brasil.


Ah! Desculpe Krika, mas não te contei da coronhada, mas apenas fez um leve corte e um hematoma. Mas continuo com minha vida... rsrsrsrs Não queria te preocupar!!!



Segunda parte... poesia e mais poesia (tomara que tenham saco de ler tudinho).


No livro da fé, li sobre o dia do esquecimento...


A agonia abraçada com o medo
Infundi pavor, acende o estopim e a noção do tempo
Torna-se reclusa em máscaras de porcelana
E entorna o pesar das passagens mais secretas,
Antigos caminhos percorridos
Antes, com luzes nas mãos.

O sentido de balançar de leve
O suficiente
Para desencadear um estrago nos cristais
Frágil
Desregrado
Sem a presença do cheiro de corpo
Que serviu de entrelaço.

Os copos caindo através das conjugações verbais,
Potentes para mãos inaptas
Deliciam-se com a censura leve,
Enquanto os pés descobrem o motivo
Da anestesia ... dos cacos... é...
Os cacos dos rostos...

O medo quando prova da inquietude
Insere agonia,
De certo, amanhã ele veste o esquecimento
Quando se materializa em oferendas,
Quase uma formalidade
Enquanto o ar pesa pelos pulmões
Deixando estranha a moradia dentro do corpo.

Se andar para trás corta mais os pés,
Mas se para frente for,
Talvez a loja de cristais desmorone
Catar vidros e ficar vagando, ou
Flagelar-se e chegar a lugar algum?

Uma agonia de voz embargada,
Um medo de voz alvoroçada e
As voltas com a dízima periódica
Onde desenhos são criados com as unhas:
Quebrar e comer...

O gosto do medo é utilizado para
Alquimia...
Para poções de veneno manipulado:
Defesa ou autodestruição?

Bem que os braços tentam se libertar...

Melhor adicionar adoçante neste café amargo
Que a garganta engole,
Misturado à secreção
Sem medir moléstia...

Questão de não olhar para trás
Decisão em seguir
Às voltas pelas voltas
Que lembra o esquecimento.


(Hallais, Alexandre – Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2007)




segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A poesia que fenece sobre a fé dos devotos




Tão raso quanto sou, mal posso perceber

a presença de alguém...

por aqui.




A poesia que fenece sobre a fé dos devotos

A lentidão deixa tão turva a imagem quanto a velocidade,
Desfoca
Contorna a nitidez, ultrapassa o limite,
Abdica a sensibilidade
Infringi a dimensão,
Range os dentes para o desvario
Protege-se do que não vem,
Deixa-se atingir pelo declive do corpo
Que tende a perder o incitamento.

A terra é esmagada pela raiva das mãos.
A terra lavada do sangue, alimentada pela carne
Fincada pela insígnia cruciforme
É detida em várias de suas fugas
Servindo de “manivela de realejo”
Erguendo a imundice presa ao braço falto...
Queda!

Queda!

Roja com penitência
Prende-se às grades do deslumbre humano
De certo modo
Entremeia riso e choro pela violação;
As árvores aspergem mais precipitações contaminadas,
Enquanto o céu desfolha e transmuta
Um cinza “coito forçado”
Penetrando o medo no olhar ignóbil
E para trás, além das manchas de sangue,
Marcas na terra.

Devora impurezas
Com a boca farta de ranhuras
Com a contração súbita de seguir
Sem a decência da distinção
Quão devagar
De vagar...
Sem o decoro...
Efêmero!

E a água ajuda a decompor a poesia
De braços estendidos,
De vestido rosa rodado,
Suja...
E a terra absorve as palavras separadas
Da boca semi-árida
Reprimida da liberdade...
E as folhas abrigam
Como mortalha
A obra inacabada.


(Hallais, Alexandre – Rio de Janeiro, 22 de outubro de 2006)

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Introspecção



Apesar de ser
Eu
Descanso deitado
Entre
Minhas palavras.
A mudez colhida madura
Alimenta meu gosto de
Me perder
Deitado sobre o que ninguém quer ler.

domingo, 11 de novembro de 2007

Vaso para orquídea



Muito pouco me faz feliz. Sou pessoa simples e de fácil convívio. Escrevo muito (quantidade de palavras) e sei que é cansativo. Voltarei às poesias, pois são mais curtas.

Sou pessoa que não desvia da pedrada, pois prefiro sangrar e assumir meus atos, do que esconder-me atrás das máscaras da mediocridade.

Vou deixar o vaso para uma orquídea.

Vou preferir o desfoque do que o enfoque.




Vaso para orquídea

O motivo que a faz feliz,
Que a deixa caminhar sem pressa,
Parar em uma vitrine somente
Para refletir sua alegria:
Mutiplicar! Elevar ao quadrado!
Quem consegue esconder a alegria?
Ela que o diga!
Sorriso franco, boa fluência,
Olhos caramelados, e
A vida levada pelos nobres ventos
Equatoriais:
Surgem sentimentos tempestivos,
Semânticos e adimplentes.
A atividade cerebral de boas-vindas
Exerce um domínio
Como entorpecente,
Aliás,
O cheiro da alegria entranha
Ainda mais
E mais,
Ao voltar do mundo
Para os braços dispostos a
Carregá-la...
Que o tempo decante
O passado torpe,
E condense os fios apaixonados
Para ela embolar-se no novelo.

(Hallais, Alexandre – Rio de janeiro, 28 de junho de 2007) às 17h20min

sábado, 10 de novembro de 2007

O que podemos fazer um pelo o outro?


O que podemos fazer um pelo o outro?

E não é que o homem tropeçou, “catou cavaca” e meteu a cara no chão. Eu ainda olhei para trás e reparei que havia um buraco na calçada. Voltei com meus olhos e fui acudir o cara. Ele deve ter ficado uns 30 segundos com a cara na calçada, talvez por vergonha ou por não conseguir levantar. Não importa, eu fui até o cara e estendi a mão. Aquela mão áspera e parda pegou na minha e fiz certa força para deixá-lo sentado. Limpei o rosto do homem e ele apontou para o buraco, eu havia imaginado. Ele estava meio zonzo e não é fácil tomar um puta tombo na Almirante Barroso no Centro do Rio. A multidão ri ou simplesmente passa por cima de você. Mas eu fiquei comovido e bati um papo com o cara que ainda não conseguia ficar de pé. Logo em frente do local onde estávamos, havia um botequim e rapidamente fui comprar uma garrafinha d’água para aquele. Fui em um pé e voltei no outro. As pessoas continuavam rindo, as outras passando, o guarda apitando, o sol queimando e eu me esforçando. Ele bebeu a água e eu estava preocupado em possíveis fraturas. Ele havia machucado os lábios e tinha algumas escoriações nos braços e a calça tinha um rasgo. Eu senti uma pena e ninguém me ajudou.
Consegui coloca-lo de pé depois de uns 10min. Ele apenas tinha sofrido um pequeno susto, mas estava se recuperando. Eu insisti para ele ir até o Souza Aguiar (hospital) comigo, mas ele dizia que estava melhor e que não havia necessidade. Fiz questão de levá-lo à farmácia e comprei alguns medicamentos para fazer um curativo. Ele já estava bem melhor, mas o calor do Rio não dava trégua e nós suávamos demais. Fiz o curativo ainda na porta da farmácia e perguntei para onde ele estava indo. Ele sorriu e disse que estava indo para o trabalho e que o turno dele estava para começar. Meu Deus! Não podia deixar aquele homem ali e ir embora. Não podia virar as costas e sair. Fiz um sinal para o táxi e ele não queria entrar de jeito maneira. Parecia uma mula empacada, mas convenci que era melhor ele tomar o táxi para não perder o expediente. O táxi estava de porta aberta e ele me deu um longo abraço. Apertou-me e disse palavras bonitas e começou a entrar no carro. Eu deixei um dinheiro com ele e instruí ao motorista para levá-lo onde ele pedisse. O homem havia aberto o vidro traseiro do táxi e disse que quando eu precisasse de qualquer coisa eu poderia procurá-lo. Eu sorria encabulado. Então ele afirmou:
- Mano, estamos juntos. Eu trabalho no cemitério do caju. Sou responsável pela manutenção dos túmulos, gavetas, sepulturas e tudo mais. Se você precisar, ou sua família, por favor, me procure que já é! Eu fiquei fixo. E ele ainda falou:
- Não esqueça. Precisando é só chegar na parada. Dou um jeito e você não paga nada, nem sua família. Você é sangue e estamos aí.
O motorista arrancou com o carro e eu fiquei olhando o cara me dar tchau pelo vidro de trás do táxi.
Saí resmungando... Porra, fiz minha parte. Sou cidadão e quero ajudar as pessoas, mas daí me oferecer préstimos funerais pra mim... vai pra porra e pra puta que te pariu...
E saí andando e imaginando... Como vou procurá-lo se eu precisar?
Eu hein!

(contos – Alexandre Hallais)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A roupa da vitrine nem sempre lhe cai bem


Este conteúdo insano é dedicado à minha querida amiga Krika.

Querida KRIKA, o TPM é bom demais. Adoro suas palavras e seu carinho. Você é iluminada.

Também quero aproveitar para agradecer o Layout que fez para o casulo. Você é uma pessoa linda, fantástica... Obrigado pelos e-mails, pela amizade e pela parceria.

Você merece muito mais do que posso te dar, porque não consigo medir o tamanho de sua bondade.


Obrigado linda Krika.


Indico o TPM (o link está ao lado). Leiam... serão felizes, prometo.


Sobre o texto abaixo... é um conto. Esse faz parte do meu livro de conto que está registrado, mas não publicado. O texto é um tanto quanto... Nelson Hallais ou Alexandre Rodrigues.


Beijos e amo cada um de vocês...



A roupa da vitrine nem sempre lhe cai bem

Eu não o vejo e não me interesso por aquele que não soube misturar tintas em minha aquarela.
Ele que se vá! Que lamba o primeiro rabo de saia que encontrar.
Aposto que vai tomar café coado na calcinha da infeliz.
Não o quero mal, mas ele não precisa ficar passando por aqui,
Pode ter reação e daí??? não sei.
Tenho crises incontroláveis e bem que ele merecia levar umas porradas na lata.
Tenho uma imaginação violenta, mas somente sou violenta na cama,
Nunca fui de distribuir tapas pela rua, mas esse merece.
Ele faz questão de passar com o perfume que eu comprei
E com uma camisa de uma malharia barata:
- Querido, o perfume caro não combina com sua camisa cafona.
Mas ele insiste.
Outro dia fui obrigada a não desviar meu carro de uma poça d’água...
Fez uma puta ooonnnnndddddaaaaaaaaaaa! A onda demorou uns 3 minutos no ar.
Vocês tinham que ver o imbecil tentando fugir.
E eu encarando.
E a onda caindo.
E o povo rindo.
E o pinto saiu completamente encharcado do tudo havaiano. Ganhei o dia.
Ele que não passe por aqui. O cara tem os traumas dele, mas gritar mãezinha na hora do orgasmo...
Porraaaaaa brochei e feio. Sabe, aquela brochada que o cara grita uma porrada de coisas e
Você lá lixando a unha?
Ah! Dá um tempo.
Tenho que reconhecer que a carcaça é interessante, mas dentro mora um caramujo.
E as ligações?
Não gosto dessa merda de amor que fica:
Ele diz: Então tá. E você: Tá
E ele: Tá bom então. E você tá.
E ele insiste: Tá certo. E a vontade que te dá é falar: Então tá... tá querendo me irritar.
Minhas amigas me dizem: - Você é estressada! Mas o cara é esquisito.
A primeira vez que saímos para moldar os corpos ou simplesmente trepar,
Ele levou uma sandalinha para o motel e uma camisa branca e velha com medo de ficar resfriado. Puta que o pariu. Porra! Será que pus o pé quando Jesus vinha carregando a cruz na via crucis?
Eu com minha lareira acesa e ele de frescura, deixei...
Ele pulou em mim e eu comecei a esquecer o show de horrores que havia visto.
Ele até começou bem e fez um bom trabalho de base, uma preliminar que já estava até atrasando... e foi atrasando, mas quando o time dele foi entrar em campo... meu Deus...Não tinha torcida no estádio...
Além disso o artilheiro entrou de cabeça baixa e o cara estava roçando o pé nas minhas pernas. Até aí sem problemas, mas ele ainda estava de meia. Pelado e de meia. Saca?
Que tristeza!
Parecia um bebezão.
Eu já estava sem graça pelo vexame que o time dele ia dar, mas ele quis tentar a sorte e eu ninfomaníaca parti para dentro do bichinho. Tentei uma assistência 24h. Vocês sabem o que é isso, ou não sabem? A bateria fica arriada... alguém dá uma chupeta para o carro pegar, etc e tal...
Eu bati a chave e nem sinal.
E o coitado estava suado, mas só poderia ser de nervoso e eu que era a própria lagoa azul estava árida como o sertão. E o insolente ali. Ele não queria perder por nada e eu, macaca velha, comecei o discurso:
- Olha... Isso é assim mesmo. Nem sempre conseguimos a concentração necessária e pode ser que você não esteja alinhado com vênus, ou talvez o seu horóscopo de hoje tenha dito para você não sair de casa...
E ele pegou a bola, levou para a marca do pênalti e chutou:
- Sabe, isso está acontecendo porque eu preciso de um estímulo...
Eu não estava entendendo o rumo da prosa, mas ele continuou.
- Eu preciso que você aperte o botão de start.
Quando ele falou isso eu fiquei pálida e trinquei os dentes. Eu já havia ouvido sobre esse ritual retal.
Bom, eu fiz a mesma coisa que nossos avós faziam para os calhambeques pegarem... Rodei a manivela do... já nem sei do que chamar...
Pronto! O artilheiro ficou alvoroçado e ele ganhou forma e loucura. Eu ali, rodando a manivela do carinha e ele querendo me dar prazer com aquele gnomo louco.
Ele foi entrando e dizendo as mais loucas e perversas palavras, mas não endereçadas a mim, mas sim à minha manivela. Ou seja, ele gritava que era dando que se recebia... e por aí vai.
Na hora do gozo, ou do orgasmo, ou sei lá o que estava acontecendo com ele... não é que
Começou...
- Mãezinha!!! Ai minha mãezinha... Assim não agüento.
Uma pequena loja de horrores!
Merece ou não merece levar um monte de porrada.
E eu fiquei literalmente na mão, ou no dedo, ah sei lá.

O que quero dizer é que se ele passar aqui eu cometo um ato insano e impensado e acerto com o meu vibrador tamanho 21 na cabeça do infeliz.
O cara tem complexo de carro antigo e eu que tenho que ficar rodando o motor de arranque?
Bonitinho, mas ordinário que só rodando, ops, só vendo.

domingo, 4 de novembro de 2007

Receita farta de porção de dois


Receita farta de porção de dois

Abusa de mim mulher!
Rasga a minha camisa xadrez e deixa meu peito a mostra.
Finque essas unhas vermelhas em minhas costas e trace paralelas.
Deixe eu desmaiar pela falta de ar de seus beijos, aí então,
Tire meu cinto preto das casas do meu velho jeans...
Aquela calça surrada pelo tempo que deixa todo o meu corpo exposto.
Acorde-me já semi nua e disposta a fazer-me mal.
Posso tentar livrar-me, mas amarre meus pulsos e comece a retirar o resto de sua roupa.
Apegue a luz, mas acenda o abajur.
Volte devagar para seu objeto.
Apenas de calcinha sussurre baixarias e aja de forma dissimulada.
Arraste tua menina em minha coxa, enquanto tento me libertar.
Sugue minha língua e segure forte minha mandíbula, como um cálice indomado.
Aperte minha disposição e retire o restante de sua roupa.
Deixe a lava tomar conta de minha calmaria.
Sinta falta de ar.
Olhe ao redor por não saber pra onde olhar.
Permita a alteração da respiração.
Fique ofegante!
Suspire descontroladamente.
Arranque um pouco de sangue de meus braços com sua mão voraz.
Morda meu pescoço como uma vampira sedenta de sangue.
Grite por não conseguir “cantar” em tom baixo.
Faça do prazer a tua vida.
Olhe para meus olhos verdes.
Limpe o suor da boca com a língua da minha.
Desate o nó de minhas mãos.
Beije com o coração acelerado.
Passe as mãos meladas tentando ajeitar o cabelo.
Lance o corpo no colchão.
Deixa a vertigem carrega-la no colo.
Escute minhas palavras de amor e carinho.
Saiba o tempo certo...
Comece tudo outra vez.

(Hallais, Alexandre – Rio de janeiro, 4 de novembro de 2007)
P.S. - Peço desculpas pela foto ousada. Não tenho esse costume, mas achei apropriada para o texto. A intenção não foi agredir.
Hoje não acordei bem. Tive um dia agitado, mas bateu essa inspiração. Queria saber pintar quadros, mas apenas tento escrever.
Chamam de loucos os poetas. Tragam a camisa de força, pois essa me cabe bem.
Não tenho medo do mundo, mas o mundo deve me temer.
Esse mundo é tão obsceno e os pudores são tão engraçados. Que mostrem as bundas na televisão, porque nesse momento estão fazendo coisas piores por aí.
Que mostrem as bundas na televisão, enquantos somos assaltados no congresso.
Eu não sou melhor do que ninguém, mas pelo menos falo o que penso e não me escondo atrás de máscaras.
Foda-se a hipocrisia e o falso moralismo. Tem gente que reza para Deus, mas acende um vela para o diabo.
rs
Socorro!!! O mundo é um tabuleiro ou um hospício?
Assistam o filme Sem controle com o Du Moscovis... Muito bom. Loucura é ficar parado achando que tudo vai melhorar!

sábado, 3 de novembro de 2007

Deixe a porta entreaberta





Boa tarde a todos e posso afirmar que é um enorme prazer escrever.

Não sei se vocês viram esta semana no blog TPM "by Krika Muniz", mas existe um post FODA!

Eu quero dedicar mais do que um texto à essa mulher, eu quero dedicar horas de minha vida escrevendo para ela que é uma pessoa muito bem intensionada e que consegue produzir felicidade. Feliz de nós termos uma pessoa tão gentil e amiga ao nosso lado. A Krika tem sua TPM, mas digo que é doce feito um docinho. A mulher é guerreira e não desiste, vai atrás e sabe superar as adversidades.

Amigos, se vocês quiserem ser feliz, pelo menos um pouquinho, peço gentilmente que acessem o blog desta mulher fantástica. Posso confidenciar que ela escreve muitas coisas que gostaríamos de pôr pra fora e isso a torna diferente.

Não estou escrevendo, por escrever, até porque o que eu tinha para falar à ela, já foi dito. Esse meu post é uma manifestação ´de amor e amizade por uma pessoa que me faz muito bem.


Com licença leitores...


Krika, se eu pudesse pular em seu pescoço e te dar um abraço eu não a largaria mais. Você é especial, porque é simples de coração. Obrigado pelas palavras doces e alegres. Obrigado por me divertir tanto com seus textos, obrigado por reservar um tempo para seus leitores. Saiba que ficamos muito agradecidos. Especialmente eu.

Querida, você é tudo de bom! Aliás, você é FODA!!!!


Espero que o texto abaixo seja digno de seus pés... desfile sua beleza nesta passarela chamada mundo...


Beijos Krika!!! Te adoro! Sou seu fã! Você é uma escritora fabulosa!



Canção para ninar adulto

Quem sabe eu te chame para fugir?
Passo para te buscar
Nem que seja fugir para conversar.
Posso fazer carinho e te levar nas mãos,
Posso afinar o tom de nossas conversas repletas de emoção.

Eu quero ser mais feliz e aprender a sorrir com você,
Quero sentar ao seu lado e ficar por não conseguir me conter.
Fugir
Para você
Com você
Você é o tempo que gosto, a água que eu bebo
O vinho que desinibe
E tudo fica bem.

Quem sabe quando escurecer eu apareça
Um pouco tímido meio careta.
Quem sabe eu te leve embora agora
Porque a tua felicidade é minha eterna aurora
E não posso perder teu espetáculo
Lá fora.

Deixe a porta entreaberta e desligue a televisão,
Vou te roubar um pouco
Você vai iluminar minha escuridão.
Vamos sair da vida e entrar no mundo
Vamos lavar nossas almas do capitalismo imundo,
Quero ser diferente, preciso desse amor,
Não sei mais o sou
O que passou , passou...

Sinto o teu cheiro perto e a textura do batom,
Vejo teus olhos pintados e seguro a sua mão.
Não dá pra fugir quando se quer bem
O amor deságua e procura o mar,
Tenho pressa a hora já chegou
E quem nunca enlouqueceu
De amor???

Tenho pressa a hora já passou
Deixa a porta aberta, pois nosso tempo chegou!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Perdendo altitude


Perdendo altitude

Eu te disse para não esperar nada além
Do que já haviam te oferecido:
Desilusão e olheiras.
Não me importa que ainda o ame
Pense quantas noites ficou sem dormir
Por esse infame!
Não há passos se a música parou de tocar,
Não queira sair vagando silenciosa
Dançando em busca do seu par...
Eu não falei?
Claro que eu disse isso a você.
Aqueles olhos perdidos, rasgados pelo desejo contido,
Que somente enxergavam o que nunca pode ser visto...

Ele nunca ouviu a tua voz tão baixa,
Ele nunca se importou com tua lágrima,
Que partiu, porque nunca chegou a lugar algum,
Um mapa sem latitude
E você perdendo altitude...

Não tente sorrir entre o teu desespero
Agora saiba mover as peças desse tabuleiro.
Eu que te falei para recolher as voltas que deu pelo mundo,
As palavras bem ditas que deixou voando no ar.
(Hallais, Alexandre - Rio de janeiro, 15 de julho de 2006)
"Fragmento do livro - Borboletas que nunca foram casulos - 2007 - NitPress"

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Pulou amarelinha


Sobre almofadas descansou sua face

e a febre se fez presente,

assim como a tristeza da tarde.

A respiração saiu forçada, sufocada,

rompeu a dor de olhar a solidão

prestou homenagem ao silêncio,

escreveu notas erradas na partitura.

O mundo ficou distante dos planos,

perto demais para fazer mal,

um enjôo, uma azia,

um soluço de pânico quando reparou que a vida vai a frente.

Uma amarelinha no chão e um pedaço de giz na mão,

tentou esboçar o céu,

escapou dos dias infernais,

pulou casas e casas

esqueceu tudo mais.

A dor é um amargo para aquela boca,

talvez não tivesse doce,

enquanto recolheu os espinhos

sobre almofadas descansou sua face.


(Hallais, Alexandre - Rio de janeiro, 26 de outubro de 2006)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A síndrome do medo...



A síndrome do medo


O que devo te dizer?
O que já não ouviu?
Peço que me ajude
A desistir,
Mas leve minhas poesias
Escritas sobre suas costas
Nuas,
Depois de eu ter me achado
No teu corpo.
Leva meu agrado
Que a mudança eu te ajudo,
Nossos intentos, únicos bens,
Leve contigo.
Não ponha desconfiança
Nos próximos olhares:
Que Deus te ajude!


(Hallais, Alexandre – Rio de janeiro, 2 de março de 2006)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O que você escolheria? Ver cara ou coração?






O que você escolheria? Ver cara ou coração?

Somente "botando pra fora" essas "palavras de um mundo incerto" que você repara estar "a bordo de uma viagem sem fim". A verdade é que passamos muito tempo "buscando sentidos" para o "desastre mental" em nossas "confissões anônimas" feitas com "periodicidade". "Sincero e careta" vivo a "Livre essência", uma "aquarela" neste "Prato fundo" de desilusão. "Mas ahh!", eu quero ser feliz como a "menina lunar", livrar-me do "rotineiro" e sair "palavriando" e ganhando a vida, sendo mais feliz.
Vivemos em um "universo paralelo", onde mais bonita é a "vida escrita" e "sendo sincero" "..."
"Que momento!" para dizer que "somente eu mesmo" posso achar minha direção: -- "uma tequila, por favor!"
A vida é escrita de trás para frente e não há "TPM" que resista, vivo como um "apanhador de sonhos"... deixo meu "verbo solto"...
Feliz da "mãe, esposa, dona de casa, trabalhadora..." que ainda sabe construir um homem para a sociedade. Esta sim é uma "libélula da noite" em vôo soberano em plena "metanóia".
No "casulo do escritor" faço meus exercícios diários e vivo "buscando sentidos". Peço um café no "Café Alexandrino", convido "Fernanda DRC" e levo "black Balloon", vou sorrir por horas, pois meu "blog amador" me permite: quem sabe "um blog para desabafos".
“Pare, olhe: respire-me”, “aproveite o dia (carpe diem)”, gritaria para o mundo.
Que seja a “Luz de Luma” a iluminar o caminho até a verdade desses “textos com história”.
Partilhamos de uma vida maravilhosa e mal nos conhecemos. Sabemos viver tudo de um jeito intenso e verdadeiro. Sabemos os limites dos amigos, nossos amigos blogueiros.

Felicidade é ter um monte de amigos e não ter limites para amar. Felicidade é não ter regras!




Beijos...





ALEXANDRE HALLAIS

sábado, 13 de outubro de 2007

Desculpas!



Desculpas esfarrapadas


Ele retornou à sua casa por volta das 3h 15min da madrugada de quinta para sexta. Era uma madrugada típica de outono, uma brisa rasteira e “chiada” que ignorava qualquer casaco rompia a pele. A rua diante dele, deserta e estática, somente algumas folhas voando. Ele chegou com o carro na “banguela” para não fazer barulho e estacionou na rua mesmo. Não quis entrar na garagem para não fazer barulho. As mãos grandes e com poucos pêlos foram até o retrovisor central e inclinaram o espelho para baixo, ele estava buscando marcas em seu pescoço, mas também sabia que não poderia demorar muito ali. Estava tudo certo, mas o gosto do sexo da outra permanecia na sua boca, em seu casaco, em sua pele. Deveria tomar um outro banho? Ele não parava de se perguntar. Retirou a chave da ignição de seu “utilitário” e desceu quase que sorrateiramente. Não bateu a porta, encostou e depois empurrou; o alarme foi acionado pela chave na porta. Começou a andar pela calçada em passadas largas, porém cuidadosas. Olhava para um lado e para o outro tentando confirmar se algum vizinho estava espionando.
Ao chegar próximo da porta, ele relembrou a desculpa dita à sua esposa. Um jantar de negócios em outra cidade em uma quinta era formidável, ninguém iria suspeitar, até porque ele havia orientado a sua secretária para dizer a todos a desculpa inventada. A bolsa retirada do carro estava repousando no chão e ele parado, com a chave de casa na mão, pensando sobre o que acontecera. Ele estava prestes a abandonar sua família e ir embora, mas como a coragem estava lhe faltando, acabou brigando com o motivo de sua vida dúbia. A outra, por querer datas, pressionou até que ele desorientado pôs tudo por água abaixo e decidiu voltar para casa. A outra, em prantos, ficou assistindo o infame vestir suas roupas e tecer seus comentários mal-acabados. Ele apenas virou-se e saiu dizendo barbaridades, coisas que a outra nunca havia ouvido sair daquela boca.
Ele ainda estava com as chaves na mão, quando ouviu um barulho vindo de dentro de sua casa. Escondeu, imediatamente, suas chaves dentro do bolso da calça social azul-marinho e foi para o lado de sua residência. A respiração estava ofegante, parecia um cavalo após uma corrida no Jockey Club. Ficou a espreita, atento para ver se sua mulher havia notado sua presença. O medo era notório, pois ele ainda não tinha decidido o que falar sobre o regresso repentino. Sua esposa esperava que o marido chegasse à noite de sexta-feira. Intermináveis minutos, seus olhos percorriam a vizinhança e ainda tomava conta das janelas e da porta da frente. Naquele exato instante, ele pensou como estava sendo injusto com aquela que jurou fidelidade e amor eterno. Um ser frágil e que sempre foi submissa às suas vontades. Ele lembrou do amor que a esposa carregava por ele, e de tudo que sempre fez para ficar ao seu lado.
Passados vinte minutos, ele tomou coragem e já sabia o que dizer. Diria que o cliente adiou o jantar em cima da hora e que somente conseguiu aquele vôo, pois queria voltar o mais rápido para casa. Excelente, ele ficava repetindo em sua cabeça, excelente. Uma vez que ninguém havia aparecido e o barulho tinha sido momentâneo, ele começou a andar com certa dose de coragem e arrependimento. A chave entrelaçou em seus dedos, em sua mão, mas ele conseguiu introduzir na fechadura e destravar a porta. Como poderia ter feito uma coisa dessas com uma mulher incapaz de um ato falho comigo? Uma mulher que sempre esteve ao meu lado, mesmo eu não estando? Enquanto abria a porta vagarosamente, aquele homem do casamento havia voltado, estava mais forte e rejuvenescido. Abaixou-se e desamarrou os sapatos de uma grife famosa. A casa possuía dois andares, um porão e uma garagem externa. Ele tirou suas roupas, evidências com a fragrância de outra, e ficou apenas e cueca e meias. Levou as peças até o cesto de roupas e misturou com as outras. Estava disposto a tomar um banho na suíte do quarto ao lado do seu e depois ir beijar suavemente sua mulher. Contaria a desculpa pronta estilo fast food e esqueceria o que viveu. Começou a subir as escadas, pé ante pé, e começou a escalada. Deveria ser liso para não criar barulhos e acordar a esposa. A porta de seu quarto era a última e a porta ao lado era da suíte que desejava. Foi rastejando os pés, como quem patina no gelo, para que não fizesse barulho e chegando à porta do quarto ao lado, ele escutou um grito abafado como quem quer matar alguém asfixiado. Ele estava ali, parado, o que fazer? Entrar para ver o que estava acontecendo e defender sua mulher, se preciso fosse, ou entrar e tomar uma chuveirada para tirar o gosto do pecado? O que fazer? A mulher boa e dedicada, ótima dona de casa poderia estar precisando de ajuda. O que fazer? Ele suou nas mãos como quem vai cometer um assalto. O grito abafado se repetiu por duas longas vezes e ele entrou arremessando a porta branco-gelo de maçaneta dourada contra a parede salmão do quarto.
Do jeito que entrou parou perplexo. O seu corpo caiu feito boneco de pano e foi ao chão bruscamente. Um infarto fulminante atestava aquele óbito, enquanto um homem moreno desengatava da mulher que ainda preservava a posição “de quatro” e mantinha o travesseiro na boca para abafar os gritos.
Ela ainda manteve um choro lento e sincero ao lado do falecido, mas de mãos dados com o homem moreno, enquanto a polícia chegava. Este disse à polícia que é vizinho e escutou o barulho e veio prestar socorro à família.
Mais tarde a secretária pôs tudo para fora e contou o que realmente havia ocorrido com aquele homem. Contou de seu caso extraconjugal e tudo mais que poderia desabonar a conduta daquele moribundo. O que ficou apenas para a esposa foi a ciência das escapadas do marido, mas o que aconteceu para ele voltar mais cedo? De certo, nada é segredo para uma mulher. Homem se julga superior, mas não consegue segurar o “tranco” da volta.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Mictório


Mictório

A sociedade é machista!
Crescem os homens e aprendem que não se deve dizer: vou fazer “xixi”, porque isso é coisa de mulher. Homem que é homem diz que vai “mijar”. “Mijar” é uma espécie de soberania e reverência ao jato quente e amarelado, que geralmente molha, respinga a tábua do vaso sanitário.
Os homens crescem podendo tudo, menos chorar. Homem não chora. Mas por que homem não chora?
Porque o para o universo machista e masculino, o fato de chorar demonstra fraqueza e fragilidade e isso são coisas de mulher e não de homem... é mole?
Chorar significa que existe sentimento, alma, coração e sinceridade dentro de um ser, seja ele homem ou mulher.
E vão crescendo e perturbando as meninas, puxando a alça do sutiã e soltando, ao invés de dar um beijo e dizer o quanto gosta.
Um dos grandes problemas dos homens é quando eles tornam-se adolescentes. Começa a fase “cachorro-louco”, “lobo uivante”, “predador destemido”. Nesta fase, os homens são encorajados a “comer” e “pegar” todas as menininhas. Os pais até dizem (mais o pai): guardem suas ovelhas, porque meu lobo está solto... e todos os outros pais barrigudos caem na gargalhada.
Na adolescência, os homens aprendem uma arte que irá acompanhá-los o resto de suas vidas; a arte da mentira, da dissimulação. Para conseguir “abater a lebre”, eles prometem e juram somente para a menina acreditar e eles conseguirem... não é? Filhos da puta!!!
Os homens na adolescência enchem a cara de álcool, fumam por auto-afirmação, andam em bandos, vestem-se iguais dizem que todos os atores e cantores são viados. As meninas acham os artistas bonitinhos, lindos...
O homem não aprende na adolescência e continua sem saber na fase adulta: fazer amor. Como sempre aprenderam a “comer”, nunca ninguém contou a eles, que melhor do que o gozo é fazer a mulher atingir o orgasmo.
O homem na cama é uma lástima. Tenho pena da “classe”. O homem acha que é uma “britadeira” furando o asfalto, ou um socador de pilão sem parar. Não levam 3 minutos para gozarem (precocemente), enquanto as mulheres ainda nem acenderam. Os homens são tratores agrícolase as mulheres são carros de fórmula 1 (eita comparação masculina). As mulheres possuem tantos detalhes, tantos mistérios, tantos “botões” a serem ligados, que os homens não percebem que não realizaram algo, apenas interromperam. Gozar em 3 minutos é largar algo que nunca começou.
Preliminares? Sem chance!!!!!!
Difícil é o homem perceber o clima, o tom da voz rouca e quase guardada, o carinho, a força de um abraço, de um beijo, de um aperto no braço feminino com mãos severas... isso serve de lenha que alimenta o fogo feminino e que faz a labareda tomar conta de todo o ambiente.
Bom, felizmente ou infelizmente, o homem “arruma” uma mulher para casar e casa mesmo. É necessário esclarecer que, apesar de casado, o homem não muda, aliás, muitos pioram. Os homens acham que o casamento é a senzala da mulher e que fazendo um filho, a “infeliz” ficará atrás dele para sempre, mesmo ele fazendo o que quer. Tenha a santa paciência!!!
O homem casado se torna babão! Isso mesmo: BABÃO! Nunca teve competência para realizar a sua mulher, mas ele se acha o máximo e diz que a mulher é a culpada...
Então, o que o homem faz?
Arruma uma amante!
Nesse instante, além de incompetente, ele se torna mal caráter com suas desculpas idiotas, imbecis e infantis. Desvia o dinheiro da família e do seu lar para a farra com a outra. Vejam bem, eu não estou condenando a outra. Também não vou ficar criando devaneios sobre, mas certamente, para a amante, o canalha disse as seguintes frases:
1 – Não estou bem com ela (esposa);
2 – Praticamente não temos mais sexo;
3 – Somos mais amigos do que casal;
4 – É questão de tempo a separação;
5 – Ainda não separei, porque meu filho é pequeno;
6 – Depois do nosso filho ela engordou e não se cuida;
7 – Ela reclama de tudo que eu faço;
8 – Além dela, a família também me irrita...
E por aí vai ...

E assim, o ser “homem” mantém a amante e a mulher, até que um dia a esposa descobre. Ela já está cansada de tudo e pede o divórcio.
A amante acaba sendo abandonada, porque ele não a queria de verdade. Aliás, ele cometia os mesmos erros com a amante, mas a amante estava iludida.

Nada pior do que homem “abandonado”... tadinho... Ele veste a máscara da inocência e acaba por convencer a todos que, a antiga esposa é que estava errada.
Medíocre!

Esse texto trata dos homens em linhas gerais e claro que há exceções. Conheço homens verdadeiros e honrados, mas a maioria da classe está fadada ao fracasso.

Mulher deve ser, além de bem tratada, bem “atendida”.
O homem só existe, quando há uma mulher por trás.

sábado, 6 de outubro de 2007

Uma menina especial...


Quem nunca se sentiu só?

Pois é. Eu descobri uma família maravilhosa que sempre vem me visitar.

Esta semana, fui mencionado em um dos blogs de minha família.

Obrigado Kari. Obrigado mesmo pelo carinho e por nossa amizade.


A distância não é nada para a amizade...


"Alexandre, outro que também não é lá muito conformado com esse mundo e que escreve poesias lindas. Ah... ele já até lançou um livro, viu? Tenho certeza que vale muito a pena conferir."

(trecho retirado do blog: Botando pra fora - Nome do texto: "Um momento diferente". Texto escrito por Kari Mendonça)


Eu recomendo que leiam essa "Menina de Ouro".


Beijos Kari e obrigado pelas palavras.


sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Estrada


Guardo um grito na garganta

que não adianta,

tento cuspir

mas ele tende a me sufocar.

Uma vontade de derramar minhas palavras pelo mundo

de deixar frouxo o senso

e apenas seguir para onde for o

meu lugar.

Abrir meu peito repleto de amor

e atirar-me de encontro aos semelhantes.

Quero acariciar

pegar na mão e limpar as chagas sofridas,

não desejo importar com doenças

quero vestir minha nudez

se preciso for

para curar um menino do frio.

Guardo em mim um homem

que poucos conhecem.

Guardo, calada e abafada, a voz da justiça e da dignidade,

não espero ser melhor do que alguém,

nada mais do que meu jeito de amar.

Guardo um corpo fora de um coração

que incendeia os dias de felicidade.

Não deixo meus amigos descobertos do meu sorriso,

falo sobre o que de bom a vida ainda pode proporcionar.

Às vezes deixo a indignação me consumir por instantes...

mas logo esfrio meu hálito de ansiedade

e volto a conduzir a dona liberdade.

Retomo a tranqüilidade!

Guardo nos meus versos sementes

e a esperança me dá as mãos...

Guardo em meu andar a iniciativa

e se preciso for

darei minha vida

para que a magia não seja perdida.

Carrego minha voz...

quase muda,

mas jamais vou deixar

de lutar.



Precisamos amar! O mundo perdeu o foco. Lentes bifocais? Não sei.

Precisamos dar as mãos sem pudores...

Precisamos uns dos outros.




terça-feira, 2 de outubro de 2007

O filho bastardo da terra prometida


O filho bastardo da terra prometida

Vamos nos conformar com as notícias dos tele-jornais!
Vamos acreditar naqueles apresentadores com cabelos bem penteados e de linguajar perfeito, de dicção explicada e incisiva.
Vamos aceitar tudo que comemos, vamos crer nas novas Igrejas que aparecem todos os dias. Essas que criam seguidores fanáticos capazes de matar em nome de “deus”. Que Deus?
Até onde vai essa capacidade de ilusionismo humana? Até quando acreditaremos na economia, na fé financeira? A maior igreja do mundo não possui um nome específico, e eu também não sei como definir um nome; talvez: Nasdaq? Bolsa de Valores? Ministério da fazenda? (Que fazenda?). A maioria reza aos cifrões pelo seu poder de comprar um lugar no céu, ou na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Ficamos hipnotizados com letreiros luminosos que nos impõe a conseqüência dos novos tempos. Diga-se de passagem: Belos e magistrais novos tempos. Tempos de falta de tempo! Tempos de “amor fácil” e indiscriminado. Tempos de corrupção! Tempos de amor ao próximo... ao próximo que alguém vai “puxar o tapete” para construir degraus para sua promoção.
Esses novos tempos...
Tempos em que a vergonha não desfila mais por aí, e qualquer ato escabroso é permitido. Mesmo as piores coisas são “deletadas” (é assim que se fala? Palavra derivada da língua inglesa?), permitam a correção... Mesmo as piores coisas são “apagadas” da nossa cabeça, porque amanhã conquistaremos o hexa, o hepta... Nós nos orgulhamos de seres que ganham fortunas incalculáveis apenas para correrem atrás de gomos de couro. Mas são heróis, ou não são? Claro que são! Mas não pela “jogatina”, mas também pelo apreço comercial. Eles são exemplos de estrelas guiadas por cordões da enorme irmandade que tomou conta do planeta, que um dia foi água, e agora se chama: “Planeta Capitalista”.
Vamos acreditar que tudo irá melhorar, até porque vai melhorar. Vejamos exemplos:

- Eu prometo cuidar da saúde do povo, dar o saneamento básico às comunidades carentes, criar empregos e dar moradias àquelas famílias mais necessitadas.
Em todas as eleições escutamos as mesmas promessas, mas continuamos votando e votando, e votando compulsivamente. Estou ficando bom nisso, quem sabe não me candidato ao senado, ou a prefeitura, somente para prometer, prometer, prometer e depois “meter pro” meu bolso tudo que puder. Sinceramente...
O que os supostos candidatos esquecem de citar é que eles também prometem desviar todo o dinheiro público em benefício e enriquecimento próprio, que arrumarão empregos para todos os seus familiares, mesmo os mais incompetentes e inescrupulosos. Eles também deveriam prometer aumentar seus próprios salários e viajar bastante com o nosso dinheiro, que é recolhido em diversas formas de “dízimos”. Esses senhores deveriam ter vergonha em aparecer em rede nacional falando besteiras. Esses senhores até são citados em livros de história; perdoem-me: Que história? Esses senhores formam outra ramificação, ou braço, ou vertente, ou “Diuceses” das teias capitalistas que exploram o trabalho e a fé de um bando de zumbis; esses somos nós. Nós! Quem somos nós?

- Outro brilho cristalino desse planeta ideal é a força da imagem. Propagandas e lixo visual não são paradoxos, são irmãos gêmeos. Somos postos à prova a todo o momento. O capitalismo criou uma doença contemporânea: a inveja! Inveja de tudo que queríamos ter, mas que somente temos acesso pelas propagandas que dizem que a bebida mais refrescante é aquela, que o carro perfeito para um jovem é aquele, que fumar faz bem a saúde (aliás, agora a propaganda diz que não faz bem a saúde). Isso tem explicação. Nós, os fantoches, estávamos morrendo muito rápido pela nicotina, então resolveram fazer propagandas contra o tabagismo, mas não proibiram sua venda. Chega a ser político: Poderiam lançar uma campanha... “Faça sua opção entre a vida e o suicídio!” Que tal?
Queremos ter o que não temos, e nem sabemos por que queremos, mas queremos comprar.
Chegamos aos “cânticos” mais bonitos do senso comum: Queremos comprar o mundo! Daria um belo título de música gregoriana, onde gritam pra cacete e ninguém entende porra nenhuma, mas apreciam a vestimenta, a postura, e os berros, que se você ficar muito perto ensurdece.
Queremos comprar o mundo mesmo! Somos expostos de uma forma tão intensa a praga medieval do consumismo que queremos o mundo. Por que não andar em um Chevette 73? Porque o teu colega de trabalho tem um “carola” ou “corola”.
Aquele que o bonitinho do “Bread Bitch (Brad Pitt)” fez um comercial. Aí foi uma febre! Todos da “assembléia do Reino dos Estados Unidos do deus capitalista” do mundo inteiro queriam comprar a porcaria do carrinho.
Uns diziam:
- É puro charme!
Outros:
- É uma forma de mostrar sua elegância!
E outras tantas banalidades comum ao meio em que vivemos.
Somos porcalhões e idiotas que acreditamos no que prega a igreja capitalista.
Ela nos impõe regras e mandamentos como:
1 – Cobiçarás a mulher do próximo;
2 – Matarás por promoções
3 – Pisarás nos menores, porque não te servem;
4 – Amarás o dinheiro sobre todas as coisas;
5 – Conservarás bens e juntarás riquezas;
6 – Roubarás se for político ou líder religioso;
7 – Invejarás a vida do outro;
8 – Mentirás sempre, mesmo quando não for preciso;
9 – Venderás seus corpos ao consumismo; e
10 – Valerá qualquer esforço para comprar não só um pedaço do paraíso, mas sim comprá-lo inteiro e revendê-lo por um precinho mais salgado.
Vamos ter um pouquinho de olfato e sentir que estamos submersos à merda própria. Vamos criar o senso de que somos o meio do todo que é engolido por nós, e isso acontece porque deixamos acontecer.
O capitalismo nos manipula, porque temos medo de cortar os cordões. Temos medo de ficarmos aleijados! Somos medíocres quando acreditamos que tudo está bem. Até isso
nos vendem! Tudo nesse esgoto capitalismo é “melhor”. O melhor “business manager”! (Odeio textos em inglês)
O melhor país! A melhor economia! E os piores somos nós que aceitamos e acreditamos que tudo está indo bem, quando bem aos nossos olhos, eles estão nos passando mais uma. Outra falcatrua, outra lavagem de dinheiro, outra propaganda, outra eleição.
Vejo que não somos racionais. Os animais somos nós. Os bichos devem estar desesperados assolados por nossa e somente nossa culpa.
Elegemos nossos métodos incapazes, ineficientes e inescrupulosos de viver, e agora? Chegaremos ao dia em que mataremos uns aos outros para comermos, uma vez que a riqueza estará nas mãos dos poucos que “admiramos”.
Economia faz sentido?
E nossas teses acadêmicas de administração?
E as teorias de recursos e relações humanas?
Por que será que estão escrevendo tantos livros de auto-ajuda? Estamos precisando de análise? Os analistas nos confundem mais, aliás, eles também precisam de analistas Estamos ao ponto que o domínio é simples e as hierarquias são monoteístas. Vivemos uma guerra diária... São coronéis, generais, majores, capitães... Desculpe. São presidentes, diretores executivos, diretores financeiros, diretores de segunda linha, superintendente, gerentes e mais gerentes em todos os setores, portas, frestas em todos os lugares, fora subgerentes, supervisores, coordenadores, chefes de seção, e outras patentes de nossos exércitos. E ainda tem gente que só acredita na bomba atômica, por que ela pode ser disparada, mas não se preocupam com a sociedade caótica em que vivemos.
Vamos acreditar na morte, uma vez que pode ser a salvação. Desculpem outro deslize de minha parte! Até a morte é paga. Que tipo de madeira deve ser o caixão? Vamos enterrar o falecido no início ou no final no cemitério? Digo isso porque tem muita diferença de preço. E a coroa de flores? Quanto custa? E o pior é que quando damos as costas, os moleques pagos pelas lojas de flores especializadas roubam a coroa do teu “ente querido”.
Posso até afirmar que até as lágrimas têm preço.
Vamos acreditar que podemos respirar sem esses aparelhos que foram ligados em nós.
Vamos parar com essa hemodiálise de dinheiro! Vamos acreditar que podemos definir melhor sociedade do que o capitalismo define. Vamos mudar os hinos de nossos países que tem um monte de palavras de ordem e de termos referentes ao material bélico para termos de paz, amizade e convívio igual. Vamos destruir as TV`s e suas emissoras maléficas. Tirar do poder esses vampiros “canibalistas ou capitalistas” e deixar a vida à mercê do bem comum. Vamos desligar celulares e desconectar a rede mundial. Vamos parar de engolir o que nos é imposto. Vamos dividir e respeitar as diferenças. Vamos valorizar (acreditar e ter fé) nas habilidades alheias.
Vamos sair do estado Neanderthal e evoluir. Evolução!
O Capitalismo está ultrapassado e só destruiu o que a natureza nos deu.
Abram o dicionário Aurélio, por favor:
(Pausa)
(Respiração)
(Um gole d´água)
Voltemos...
Capitalismo: Sistema econômico e social baseado na propriedade privada dos meios de produção, na organização da produção visando o lucro e empregando trabalho assalariado, e no funcionamento do sistema de preços.

Até quando ficaremos parados batendo palmas para o desastre?
A própria definição do capitalismo é uma vergonha. Aliás, se existe um pai para o capitalismo, só pode ser o próprio diabo.

(Hallais, Alexandre – Rio de janeiro, 22 de maio de 2006)
Fragmento do ensaio de crônicas – Registro de Direitos Autorais conforme Lei nº 9.610/98 – Fundação Biblioteca Nacional - RJ.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Borboletas que nunca foram casulos


Hoje eu fui questionado sobre postar algum texto que está no meu livro. Eu não sabia o que dizer, porque não havia pensado nisso. Eu fiquei passeando pela tarde, e olha que meu trabalho é árduo, e decidi postar algo que está no meu livro.

Encontrei com o rapaz mais tarde e argumentei sobre aquela pergunta dele. Ele olhou em meus olhos, bem devagar acendeu um cigarro, os movimentos pareciam lentos... Ele passou a mão em seu cabelo, arrumou o uniforme e disse:

- Queria muito ter seu livro, mas não posso comprar. Meu salário não permite algo assim, mas eu adoro ler.

Amigos, lembrei da minha juventude... das vezes em que peguei meu pai triste por não conseguir pôr dinheiro em casa. Lembrei das bolsas de compras que nossos vizinhos nos davam.

Eu recordei que mal dava para comprar livros didáticos.

Bom, resultado... dei o único exemplar que estava em minhas mãos. Mas fiz de coração e com afeto.

Publicar um livro no Brasil é bastante complicado e não se ganha dinheiro. Você tem que ser famoso, como não sou... o custo é alto demais e lucro não existe. Meu livro é vendido, quase pelo preço de custo. Eu prefiro que as pessoas tenham acesso aaos meus textos. Claro que não vou viver de vento, mas também não vou viver de exploração.


Por esse motivo, hoje, faço uma homenagem a esse cara. Espero que a leitura seja boa brou.




"Confidência


Ele leva teu fôlego através dos dias,
Retocando o excesso de textura do teu rosto,
Medindo um esforço excêntrico,
E há momentos que tua alma pega teu corpo no colo
E você se sente, talvez, extravagante.
Ele ludibria a tua inocência nos intermináveis olhares,
Causando euforia numa lógica exuberante,
Um esforço simultâneo, abundância em acordo mútuo.
Ele cheira a tua sinuada e transforma teu gozo em ordem de grandeza,
Observa tua fuga a lugar nenhum,
Tuas súplicas mentirosas de não mais poder,
Tua meninice em fugir do inevitável.
Ele hasteia teu corpo e desprende força,
Intercalando polegares e indicadores,
Alívio permitido pelas impróprias palavras estimuladas
Repetidas pelo maneio coreografado,
Uma primazia revelada nos braços,
No alto
Da imprudência.
Ele embebeda tua vida e ateia fogo na inteireza do teu caráter,
Uma duração perpétua,
Um imenso indefinido,
Uma verdade escancarada.
Ele escreve insígnias em tua carne
E a liberdade é tua prisão... Tua certeza...Amanhã ele voltará!"
(Hallais, Alexandre - Borboletas que nuncaforam casulos - Rio de janeiro, 20 de julho de 2007)
Fiquem na paz.
Amo meus amigos.
Meu coração está aberto e sou do bem!
Um abraço,
Alexandre Hallais

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Amor


Meu caro amor,
Ouça que vou te dizer:
Há mais coragem na tua fuga para quem não sei
Um medo de se entregar a mim
Que minha essência diluiu-se e não sei mais quem sou.
Não sei continuar, por que não sei aonde chegar.
Vi teus brandos lábios
Mandar-me embora, mas te digo:
Não dá para separar sorrisos
E medir apenas suposições injustas
Por receio...
Você evita a liberdade!
Não te vejo com aqueles olhos
Há tempos,
Mas deformo meu coração
Trazendo seu rosto à superfície

E o império contra-ataca!

Tenho pouco a dizer. Palavras parcas e sem graça.
Pego minh mão direita tentando escrever algo bom ou bonito... rasgo mais um pedaço de folha de caderno.
Paro alguns momentos para refletir. Continuar? Deixar o campo de batalha?
Para cada momento ruim que passo, eu transformo minha vida em uma diversão. Não importa que escrevo dessa forma desajeitada, importa é tentar escrever e dizer algo.
Tenho meus amigo, mas sou estranho demais. A culpa é minha, pois adoro me esconder em casa. Sou chato e rabugento. Brigo com as pessoas que amo e faço tudo errado. Sou um saco.
Critico a minha própria classe masculina.
Sei lá...
sou chato.
Ah... ainda tem o seguinte... se eu estive com sono, ninguém agüenta meu mal-humor.

É o império contra-ataca!

Tenho tentado melhorar!

Um abraço.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O Castelo da Felicidade...


Gostaria de deixar registrado que este texto é dedicado ao meu irmão DIEGO Heinze! Brou, estamos junto e tu podes contar comigo. Bom, é dedicado à My Michelle também. O casal mais lindo que eu conheço.
Valeu Diegão...
O Castelo de Felicidade


O método de rascunhar os limites de concepção
Torna as tragédias em comédias
Manipulando a dor
Sem deixar entornar algum sentimento
Seja ele qual for.
A força motriz em dispor convenientemente
Sobressaltos julgados à revelia
Enxuga os pingos de chuva que,
Outrora teve serventia
Para erguer o anteparo.
A forma bruta e inadequada com que os fatos
São apresentados,
Um cardápio exuberante de embaraços
Implode a calmaria exercitada há tempos.
Se há dias em que o sol se recusa em iluminar o dia,
Também existem horas em que a verdade tremula
Como a bandeira da lucidez.
Olhar para frente é indispensável
Mesmo que a neblina cubra a visão
O caminho é rompido a cada passo.
Basta ter firmeza na trilha e manter o objetivo
No brilho dos olhos e na simplicidade dos gestos.
Manter o equilíbrio sobre a corda bamba
Enquanto o disparate atinge o espírito,
É provável pensar e ir,
Por medo!
Medo?
Atravessar a vida com a beleza do amor
Faz do homem um artesão,
Que cinzela a madeira bruta
Na nitidez insuscetível da realização
De uma obra-prima.
Lapidar é tratar com esmero,
É dar formas
Devolvendo a felicidade
Aos lábios.

(Hallais, Alexandre – Rio de janeiro, 24 de agosto de 2007)

domingo, 23 de setembro de 2007

O Flagelo e meu silêncio


Sempre faço um esforço para livrar minha alma da perseguição. Não sei o que acontece, ou o que passa na cabeça daqueles que concentram algum tipo de poder. Confesso que já me cuspiram, me rasgaram, me amaldiçoaram, ridicularizaram, mas mantenho a minha compostura. Eles tentam me ofender e maldizer, mas fico e não deixo a luta. Bom, para eles é uma luta, para mim... não me importo em ter o rosto surrado e ter o corpo flagelado. Eles tentam derrubar o bem que existe em mim, mas não conseguem, pois meu sorriso e minha vontade de viver e seguir adiante é muito maior.

Não tenho qualquer tipo de sentimento por essas pessoas. Não tenho raiva, não sinto pena, não sinto nada. Enquanto eles se preocupam em deformar minha índole, eu respondo bem alto com meu silêncio. Deixo todos surdos.

Meu olhar não deixa de ser feliz, minha vida não deixa de ser maravilhosa e tudo que meus pais me ensinaram permanece como um perfume eterno.

Que fique claro:

- Não sinto medo!


Mesmo que chegue minha hora, mesmo que para alguns seja motivo de felicidade... eu estou preparado e não tenho medo.


Se eles fossem seres humanos, talvez soubessem ser melhores. Melhores para vida, para o mundo, para os outros...


Eu estou aqui e não fugirei... não mesmo!

As palavras e os atos atirados contra minha carne, não ofendem meu CARÁTER!


TENHO FAMÍLIA! EDUCAÇÃO! ÍNDOLE! HOMBRIDADE! HONRA! SABEDORIA! LUCIDEZ! BONDADE!


e tudo meus pais me deram...


Não tenho medo da luta dita, pois não percebo batalha... vejo apenas agressões em uma pessoa que apenas quer fazer o BEM!


Meu respeito por aqueles que merecem ter!

sábado, 22 de setembro de 2007

Marcos Ster

Prezados amigos e leitores,



vou abrir um espaço em nosso blog para um texto que recebi de um amigo meu. Amigo nosso. Homem talentoso com as palavras. Homem simples e sincero. Homem que não vemos todos os dias.

O seu nome? Marcos Ster.

Esse texto é um comentário sobre algo que postei.

Obrigado Marcos pelas "palavras de um mundo incerto".

Visitem o Blog do Marcos... www.palavrasdeummundoincerto.blogspot.com

Beijos para todos e obrigado Marcos!!!







"IRMÃO,

Meus olhos encheram d´agua por ver AMOR na suas lágrimas, por encontrar sinceridade, por ter verdade, carinho e todos sentimentos bons nele.

Adorei e por que não dizer "amei"?

Digo amei e amo isso, amo a verdade, o carinho e a paz que aqui existe.

Parabéns e quero o meu livro, hein?

Obrigado amigo pelo carinho.

Isso sim é amigo, mais do que aqueles que dizem, que andam do teu lado e depois te viram as costas.

Fiz certo invadir teu espaço com educação e te parabenizar pela magífica carta poética que fizeste em homenagem ao Netto.

Obrigado amigo, obrigado irmão, orbigado primo, obrigado.

Valeu!

Abs e um bom resto de semana.

Amanhã(dia 20/09)aniversário de nosso estado.

Abs! "

Marcos Ster

19 de Setembro de 2007 23:54

terça-feira, 18 de setembro de 2007

XIII Bienal - Rio de Janeiro


Amigos,


o dia 15/09 foi maravilhoso. Acordei meio estranho, parecia que o corpo estava sentindo uma indisposição da alma. Que nada!

Tive uma crise de choro por volta das 11h. Eu estava sozinho, pois minha menina já havia ido trabalhar. Chorei todas as lágrimas. Chorei até desidratar. Chorei mesmo e quem disser que homem não chora estará mentindo, ou não sou homem. Deu um negócio estranho, uma solidão, uma vontade de sumir... uma vontade de ser lido...

Tive que me acalmar, não tinha jeito mesmo. Entrei em meu carro e fui pegar meu paizão. Ele havia combinado de chegar mais cedo comigo. Tudo foi mágico e fantástico. Desde pegar a credencial de autor até dar o último beijo em um leitor.

Meus amigos e família foram... fizeram a maior festa.

Vendi muitos livros e entrei em catálogo. Meu livro terá distribuição, assim como dos renomados.

Quem diria, hein???

O menino que chegou a passar fome e ver o pai chorando por não ter dinheiro e não conseguir emprego, quem diria???

Quem diria que aquele menino que guardava dinheiro da merenda para comprar livros lançaria o dele, quem diria?

Quem diria que o homem que escutou "não" de várias editoras faria sua estréia na Bienal, quem diria?

Amigos, o que posso dizer é que se há um sonho, temos que ir atrás e não deixar ninguém nos atrapalhar.

O maior poema do meu livro são vocês... Vocês escrevem os versos mais bonitos da minha vida e é por isso que amo todos de coração, inclusive o Marcos Ster e a doce Kari.

Eu tenho um propósito e não escrevo por escrever. Sempre desejei ir a um lugar que ainda não cheguei, mas sinto estar mais próximo.

EU PRECISO SER LIDO.


Obrigado vocês todos, ou vocês alguns, ou somente Deus!


Obrigado a paz e o carinho...


Obrigado William! Irmão, a tua importância em minha vida é fundamental para o meu equilíbrio. Muito obrigado por não me deixar desistir.


Obrigado Flavinha! Pequena, não tenho o que falar. Você é foda! Atura meu mal humor há 15 anos. O mais engraçado e que sempre está tentando reinventar o que nunca foi inventado. Amor, você é uma gracinha! Até o coraçãozinho... para sempre!


Pai... obrigado pela educação, pelo amor, pelo caráter, pela vida, pela comida de cada dia, pela escola, pelas minhas roupas, pelas palmadas, pelos abraços, pelos beijos, pelos gritos... por tudo. Podem me tomar tudo que não sentirei falta, porque a minha maior riqueza está nos seus ensinamentos, e isso ninguém consegue roubar.

Mãe... sem comentários. Sempre me fez sentir mais do que sou, mas eu te entendo. O teu aplauso também é poesia. Mãe... mãezinha... como a senhora é importante... o que seria de mim sem a senhora mãezinha...


Obrigado a todos!


Amo vocês!!!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Uma xícara de café para esperar

Tenho vertigem. Medo de altura?
Não. Não mesmo.
Apenas não gosto de me sentir frágil. O amor faz isso comigo. Talvez seja bom, mas me sinto como se estivesse em uma loja de cristais. Posso quebrar e sofrer.
Desculpe meu medo, mas a entrega é difícil e por vezes eu lutei contra te querer. Isso me consume.
Não levante agora, não vá lá fora. Escute-me, por favor.
Se sou menina, isso temporário e daqui a pouco passa. Esscccuuuttteeeeee!!!
Eu deixei minhas marcas na parede do seu quarto, enquanto me torturava com sua língua deliciosa. Naquele cômodo esqueci um pouco de mim e quando te beijava de olhos abertos, foi para acreditar no seu odor, na sua masculinidade invadindo minha inocência.
O ar estava ofegante e você querendo transpor meus obstáculos, diversas vezes engoli tua saliva para livrar a mulher, como se teu gosto fosse capaz de enfeitiçar-me.
Naquele momento em que dei um tapa na tua cara e corri para o banheiro, eu não fugia de você, mas eu me escondia de mim.
- O que você acha que fiz???
- Heinnn???
Eu me achei estúpida, uma ridícula. Queria partir o espelho e quebrar a minha cara. Eu fiquei sentada chorando e escutando você bater na porta. Escutei tua voz sumindo e a tua irritação foi um carrasco que quase me sufocou.
Demorei a sair do banheiro, ainda sangrava. No quarto estava aquele cheiro bom de amor misturado com a decepção. O quarto me fez companhia por horas te esperando voltar.
Pensei em abandonar você, mas não podia me odiar.
Sentei em tua cama e liguei o teu micro system com o controle remoto. A música "Do sétimo andar" do Los Hermanos estava na agulha. Aquela voz do Rodrigo Amarante foi companheira.
Você voltou que eu nem vi. Peguei no sono e somente quando acordei às 8h 22min que pude constatar tua embriagez no chão.
Levantei tomei um banho para lavar meu corpo. Vestia aquela tua camisa azul claro de botão e fui fazer café. Algo eu deveria fazer bem, então que fosse o café.
Você levantou e disse que estava cansado, mas mesmo assim comeu o pão com manteiga e provou um pouco do meu café. Teus olhos me mandavam embora, tua indiferença me mandava embora, mas me mantive ali.
Abri um suco de laranja... Bebi um pouco e fui andando para pegar minhas coisas, mas decidi correr riscos e talvez morrer de vez.
Quando passei por você e fugi correndo, foi medo... muito medo. Não de você, mas de mim.
O amor faz isso comigo, pois nunca senti algo parecido.
Meus passos andam desalinhados e minha boca sedenta de você, mas se você não entender meu dialeto, como poderei comunicar-me com você?
Não te cobro nada. Quem ama não pede nada em troca. Não pede nem para você escutar, mesmo quando te vejo indo embora e continuo calada.
Sou eu quem estranho, mas entendo a tua ida.
Eu amo, mas não posso julgar tuas atitudes...
Vá em paz!
Eu estou no lugar onde me acho, quando pegou meu rosto e disse à minha alma que jamais iria sair da minha vida...
Enquanto isso... faço café e como pão com manteiga e uso um sorriso emprestado.

(Hallais, Alexandre - Rio de janeiro,22 de fevereiro de 2007)