quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A roupa da vitrine nem sempre lhe cai bem


Este conteúdo insano é dedicado à minha querida amiga Krika.

Querida KRIKA, o TPM é bom demais. Adoro suas palavras e seu carinho. Você é iluminada.

Também quero aproveitar para agradecer o Layout que fez para o casulo. Você é uma pessoa linda, fantástica... Obrigado pelos e-mails, pela amizade e pela parceria.

Você merece muito mais do que posso te dar, porque não consigo medir o tamanho de sua bondade.


Obrigado linda Krika.


Indico o TPM (o link está ao lado). Leiam... serão felizes, prometo.


Sobre o texto abaixo... é um conto. Esse faz parte do meu livro de conto que está registrado, mas não publicado. O texto é um tanto quanto... Nelson Hallais ou Alexandre Rodrigues.


Beijos e amo cada um de vocês...



A roupa da vitrine nem sempre lhe cai bem

Eu não o vejo e não me interesso por aquele que não soube misturar tintas em minha aquarela.
Ele que se vá! Que lamba o primeiro rabo de saia que encontrar.
Aposto que vai tomar café coado na calcinha da infeliz.
Não o quero mal, mas ele não precisa ficar passando por aqui,
Pode ter reação e daí??? não sei.
Tenho crises incontroláveis e bem que ele merecia levar umas porradas na lata.
Tenho uma imaginação violenta, mas somente sou violenta na cama,
Nunca fui de distribuir tapas pela rua, mas esse merece.
Ele faz questão de passar com o perfume que eu comprei
E com uma camisa de uma malharia barata:
- Querido, o perfume caro não combina com sua camisa cafona.
Mas ele insiste.
Outro dia fui obrigada a não desviar meu carro de uma poça d’água...
Fez uma puta ooonnnnndddddaaaaaaaaaaa! A onda demorou uns 3 minutos no ar.
Vocês tinham que ver o imbecil tentando fugir.
E eu encarando.
E a onda caindo.
E o povo rindo.
E o pinto saiu completamente encharcado do tudo havaiano. Ganhei o dia.
Ele que não passe por aqui. O cara tem os traumas dele, mas gritar mãezinha na hora do orgasmo...
Porraaaaaa brochei e feio. Sabe, aquela brochada que o cara grita uma porrada de coisas e
Você lá lixando a unha?
Ah! Dá um tempo.
Tenho que reconhecer que a carcaça é interessante, mas dentro mora um caramujo.
E as ligações?
Não gosto dessa merda de amor que fica:
Ele diz: Então tá. E você: Tá
E ele: Tá bom então. E você tá.
E ele insiste: Tá certo. E a vontade que te dá é falar: Então tá... tá querendo me irritar.
Minhas amigas me dizem: - Você é estressada! Mas o cara é esquisito.
A primeira vez que saímos para moldar os corpos ou simplesmente trepar,
Ele levou uma sandalinha para o motel e uma camisa branca e velha com medo de ficar resfriado. Puta que o pariu. Porra! Será que pus o pé quando Jesus vinha carregando a cruz na via crucis?
Eu com minha lareira acesa e ele de frescura, deixei...
Ele pulou em mim e eu comecei a esquecer o show de horrores que havia visto.
Ele até começou bem e fez um bom trabalho de base, uma preliminar que já estava até atrasando... e foi atrasando, mas quando o time dele foi entrar em campo... meu Deus...Não tinha torcida no estádio...
Além disso o artilheiro entrou de cabeça baixa e o cara estava roçando o pé nas minhas pernas. Até aí sem problemas, mas ele ainda estava de meia. Pelado e de meia. Saca?
Que tristeza!
Parecia um bebezão.
Eu já estava sem graça pelo vexame que o time dele ia dar, mas ele quis tentar a sorte e eu ninfomaníaca parti para dentro do bichinho. Tentei uma assistência 24h. Vocês sabem o que é isso, ou não sabem? A bateria fica arriada... alguém dá uma chupeta para o carro pegar, etc e tal...
Eu bati a chave e nem sinal.
E o coitado estava suado, mas só poderia ser de nervoso e eu que era a própria lagoa azul estava árida como o sertão. E o insolente ali. Ele não queria perder por nada e eu, macaca velha, comecei o discurso:
- Olha... Isso é assim mesmo. Nem sempre conseguimos a concentração necessária e pode ser que você não esteja alinhado com vênus, ou talvez o seu horóscopo de hoje tenha dito para você não sair de casa...
E ele pegou a bola, levou para a marca do pênalti e chutou:
- Sabe, isso está acontecendo porque eu preciso de um estímulo...
Eu não estava entendendo o rumo da prosa, mas ele continuou.
- Eu preciso que você aperte o botão de start.
Quando ele falou isso eu fiquei pálida e trinquei os dentes. Eu já havia ouvido sobre esse ritual retal.
Bom, eu fiz a mesma coisa que nossos avós faziam para os calhambeques pegarem... Rodei a manivela do... já nem sei do que chamar...
Pronto! O artilheiro ficou alvoroçado e ele ganhou forma e loucura. Eu ali, rodando a manivela do carinha e ele querendo me dar prazer com aquele gnomo louco.
Ele foi entrando e dizendo as mais loucas e perversas palavras, mas não endereçadas a mim, mas sim à minha manivela. Ou seja, ele gritava que era dando que se recebia... e por aí vai.
Na hora do gozo, ou do orgasmo, ou sei lá o que estava acontecendo com ele... não é que
Começou...
- Mãezinha!!! Ai minha mãezinha... Assim não agüento.
Uma pequena loja de horrores!
Merece ou não merece levar um monte de porrada.
E eu fiquei literalmente na mão, ou no dedo, ah sei lá.

O que quero dizer é que se ele passar aqui eu cometo um ato insano e impensado e acerto com o meu vibrador tamanho 21 na cabeça do infeliz.
O cara tem complexo de carro antigo e eu que tenho que ficar rodando o motor de arranque?
Bonitinho, mas ordinário que só rodando, ops, só vendo.

8 comentários:

Luciana * disse...

AHiuahAIUHAIUHaiuHIAUhiuHUH.
Hilariante o texto, amei.

beijos, poeta.

Luciana * disse...

Pois bem que li! Pude ficar no computador agora que sei que conseguirei dormir tarde (ainda tenho que estudar sabe?), e ainda tenho que esperar meu companheiro de estudos chegar. :)

Nossa, como odeio ciencias humanas, geografia ou história. Às vezes gosto, mas depois vejo que nasci mesmo para exatas.

Engraçado como sempre temos uma professor de história louco, deve ser a universidade. Professora de geografia mulher é sempre chata. :P
Professoras em geral são menos legais que professores, ahahha.

Beijão. :*

Krika Muniz disse...

Amore, dessa vez você se superou... ando suspeita para falar... porque amo tudo o que você escreve... noooosssaaa... me senti dentro da estória... A vida como ela é... eu só tinha viajado assim em um conto quando li pela primeira vez "Asfalto selvagem" mas que Nelson Rodrigues que nada... isso é puro Alexandre Hallais... Amei o conto... agora ficou um gosto de quero mais...

Beijos!!!

Krika

coisas&letras disse...

OI, OI, OI!!!

fiquei um tempo sem visitar e gora que vim... fiquei surpreendida com tantas novidades!!!

Gosto muito da nova imagem do blog (Sei que já foi há algum tempo... Mas cheguei um pouco atrasada... desculpa!) e da dedicação que demonstras por alguém tão especial... Gostei muito mesmo de visitar o blog recomendado... é mesmo preciso ler coisas que "não estão nem aí" para a moral e os falsos valores...

Espero poder voltar com mais frequência...

Beijo... Adorei...
C&L

Palavras de um mundo incerto disse...

Irmão,
Confesso que nunca li nada especificamente do Nélson Rodrigues. Mas ainda bem li através de ti.
Imaginei as cenas ao ler que ele chamava a mãezinha dele. Bah, ele nem imagina o mico que ele pagou.
Muitas coisas imaginei, só que ´"tá" difícil de falar. *risos*

Acho que por este "tá" ja´está entendido, não?

Abs irmão!!!



Marcos Ster

Kari disse...

Engraçado. Mesmo se eu não tivesse lido a introdução antes do texto, eu teria lembrado da Krika.

Muito bom! E realmente, ás vezes dá vontade de matar um filho da mãe desses, mas fazer o que, né?

beijão,
Kari

Reticências disse...

"Nelson Hallais ou Alexandre Rodrigues"... de qualquer maneira a leitura dos dois é indispensável. Se não fosse libertária deveria ser obrigatória...

Adorei o post sobre essa mulher a beira de um ataque de nervos.

Bjo

Magui disse...

Mas este conto foi demais!!!!!! fFantástico.Ri demais vendo a cena. kkkkk